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Sociedade

Parto sem dor: epidural não afeta saúde de recém-nascidos, revela pesquisa no Japão

Um estudo japonês recente demonstrou que anestésicos e narcóticos utilizados em partos sem dor não afetam a saúde dos bebês nem causam concentrações perigosas no sangue do cordão umbilical, validando a segurança do procedimento.

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Estudo japonês valida segurança do parto epidural para recém-nascidos
Estudo japonês valida segurança do parto epidural para recém-nascidos (imagem ilustrativa/PM)

Um estudo recente do Centro Nacional de Saúde Infantil e Desenvolvimento do Japão trouxe uma notícia tranquilizadora para futuras mães: a anestesia epidural, utilizada para reduzir a dor durante o parto, não afeta a saúde dos bebês.

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A pesquisa analisou diferentes métodos de administração do anestésico, confirmando a segurança para os recém-nascidos.

Tradicionalmente, a administração contínua de medicamentos era o método mais comum.

No entanto, nos últimos anos, técnicas mais modernas ganharam popularidade, como a administração automática em intervalos definidos e a autoadministração pela própria gestante quando sente dor.

Metodologia e comparação de técnicas

A equipe de pesquisa, liderada pela Dra. Arisa Ijuin, médica do centro, acompanhou 50 mulheres com pelo menos 37 semanas de gravidez entre julho e setembro de 2022.

O estudo comparou dois métodos principais: a administração de 7 mililitros de anestésicos e narcóticos médicos a cada 45 minutos e a opção de as gestantes administrarem doses adicionais por conta própria.

Os pesquisadores examinaram cuidadosamente as concentrações de medicamentos no sangue do cordão umbilical e os efeitos desses fármacos na saúde dos bebês imediatamente após o nascimento.

Os resultados foram claros: nenhum dos métodos causou concentrações de medicamentos no sangue do cordão umbilical que pudessem suprimir a respiração dos bebês.

Além disso, um índice de avaliação de saúde indicou que todos os recém-nascidos estavam em boas condições de saúde.

Resultado e publicação científica

A equipe sugeriu que a administração de uma quantidade fixa de medicamentos em um tempo determinado pode ajudar a controlar a quantidade de substâncias que entram no corpo dos bebês.

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A Dra. Ijuin reforçou a conclusão, afirmando: “Conseguimos confirmar que a concentração (de medicamentos no sangue do cordão umbilical) não atingiu níveis que afetariam o bebê”.

Ela acrescentou que o estudo “fornece bases que permitem às pessoas escolherem a opção do parto sem dor com tranquilidade”.

Os resultados completos da pesquisa foram publicados no renomado “Canadian Journal of Anesthesia”.

Crescimento da prática no Japão

De acordo com a Associação Japonesa de Obstetras e Ginecologistas, o número de partos sem dor tem crescido significativamente no país.

Dados de instalações membros da associação revelaram que os partos sem dor representaram 13,8% de todos os partos em 2023, um aumento considerável em relação aos 5% registrados em 2018.

Este crescimento reflete uma maior confiança e aceitação da prática, impulsionada por estudos como este que garantem a segurança materna e infantil.

Fonte: JT

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