Uma equipe de pesquisadores no Japão confirmou a segurança do Lecanemab, um medicamento inovador para a doença de Alzheimer. Mais de 90% dos pacientes que receberam o tratamento em hospitais japoneses conseguiram continuar sem apresentar efeitos colaterais fortes.
O Lecanemab, desenvolvido pelas empresas Eisai Co. e Biogen Inc., foi lançado em dezembro de 2023. Sua ação consiste em remover a proteína beta-amiloide do cérebro, visando desacelerar a progressão da doença de Alzheimer.
Para chegar a essas conclusões, a equipe de pesquisa analisou dados de saúde de 2.672 pacientes, coletados pela farmacêutica japonesa Eisai até o início de julho de 2025. Os dados abrangeram um período de 28 semanas após o início do tratamento.
Entre os pacientes estudados, que tinham uma idade média de 76 anos, aproximadamente 60% apresentavam sintomas de comprometimento cognitivo leve. A pesquisa foi conduzida por especialistas como Atsushi Iwata, do Instituto Metropolitano de Geriatria e Gerontologia de Tóquio.
Os resultados do levantamento indicaram que, embora 7,1% dos pacientes tenham apresentado efeitos colaterais leves, como pequenas hemorragias, efeitos adversos sérios foram observados em apenas 0,1%.
Este dado reforça o perfil de segurança favorável do Lecanemab para a grande maioria dos usuários.
Fonte: NP



