Uma pesquisa recente do Ministério da Educação do Japão revelou uma alarmante realidade sobre a carga de trabalho dos professores.
Cerca de 40% dos docentes do ensino ginasial estão trabalhando além do limite legal de horas extras, que é de 45 horas mensais.
Os dados do levantamento nacional, referente ao ano fiscal de 2024 e divulgado na segunda-feira (9), mostram que a situação é mais crítica no ensino ginasial, com 39,5% dos professores excedendo o limite.
Em seguida, vêm os professores do colegial, com 27,4%, e do ensino primário, com 22,2%.
Ainda mais preocupante é o percentual de professores que ultrapassam o critério de 80 horas mensais de horas extras, considerado um indicador para casos de morte por excesso de trabalho, conhecido como “karoshi”.
Embora tenha havido uma ligeira queda em relação ao ano anterior, 7,4% dos professores do ensino ginasial ainda excedem essa marca. No colegial, o índice é de 5,6%, e no ensino primário, de 1,3%.
Ministério da Educação busca reformas urgentes
Diante desse cenário, o Ministério da Educação estabeleceu a meta de reduzir a média de horas extras para aproximadamente 30 horas por mês nos próximos quatro anos.
A partir do ano letivo de 2026, as diretorias de educação serão obrigadas a tornar públicos seus esforços para implementar reformas nas condições de trabalho.
No entanto, a eficácia dessas medidas ainda é incerta. O Japão enfrenta uma grave escassez de professores, com um número crescente de profissionais tirando licença e uma queda na taxa de contratação.
Essa situação cria um ciclo vicioso, onde a falta de docentes aumenta a carga de trabalho dos que permanecem, perpetuando o problema.
O ministério reconhece que, apesar de uma melhora gradual, os professores continuam a trabalhar longas horas e promete promover vigorosamente as reformas necessárias.
Fonte: NHK



