Um tribunal japonês condenou, na quinta-feira (19), dois membros de uma suposta rede de voyeurismo entre professores a três anos de prisão, com pena suspensa por cinco anos, por tirarem fotos indecentes de alunos e compartilhá-las com outros professores nas redes sociais.
O Tribunal Distrital de Nagoia (Aichi) proferiu as sentenças contra Daiki Sawada, um professor de 34 anos de uma escola primária pública em Tóquio, e Keisuke Tsugeno, um ex-professor de uma escola secundária pública em Chitose (Hokkaido) antes das decisões sobre os outros membros da rede.
Aproveitou-se da posição de professor
Todos os sete membros do grupo, em sua maioria professores da ativa e aposentados de Tóquio e de quatro províncias, foram indiciados.
Na primeira sentença para um membro da rede, a juíza Megumi Murase afirmou que as ações de Sawada constituíram um crime “óbvio e malicioso”, no qual ele se aproveitou de sua posição como professor, que deveria proteger os alunos.
Murase afirmou que sua pena foi suspensa porque ele concordou em pagar indenização aos pais das vítimas e recebeu terapia.
De acordo com a sentença, Sawada habitualmente fotografou as roupas íntimas de duas alunas entre novembro de 2022 e março de 2023 em uma escola primária de Tóquio.
Ele também deixou fluidos corporais em maiôs de duas meninas, então com 9 anos de idade, entre julho e setembro de 2023.
Câmera em formato de caneta
Segundo a acusação, Tsugeno, de 41 anos, fotografou secretamente cinco alunas do ensino fundamental enquanto se trocavam com uma câmera em formato de caneta entre setembro de 2023 e julho do ano passado.
Tsugeno também invadiu o banheiro feminino da escola em janeiro de 2025 para fotografar as roupas íntimas de uma menina, então com 14 anos.
Fonte: JT



