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Retaliação do Irã: escalada no Golfo ameaça suprimento global de GNL

Após o ataque ao South Pars, o maior campo de gás do mundo, no Irã, o país havia prometido retaliação e cumpriu. A tensão escalou para outro nível.

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Redação

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Ataque ao Catar
Ataque ao Catar (CNN)

O conflito no Oriente Médio entrou em uma fase de “conclamação total” na quinta-feira (19), horário local. Em resposta ao ataque israelense ao campo de gás de South Pars, o Irã lançou uma ofensiva coordenada contra infraestruturas de energia em várias nações do Golfo, atingindo o coração da produção global de gás natural liquefeito (GNL).

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Pontos centrais do conflito 

  • Ataque ao Catar: o complexo de Ras Laffan, no Catar (2º maior exportador de GNL do mundo), foi atingido por mísseis balísticos do Irã, causando incêndios e danos extensos. Em resposta, o Catar expulsou adidos militares iranianos, classificando o ato como uma “ameaça direta”.
  • Ofensiva regional: instalações nos Emirados Árabes Unidos (Habshan e campo de Bab) e na Arábia Saudita (Riad e instalações no leste) também foram alvos de mísseis e drones. Kuwait e Bahrein também relataram ataques.
  • O ultimato de Trump: O presidente americano elevou o tom, ameaçando “explodir massivamente” toda a infraestrutura de South Pars se o Catar for atacado novamente. Trump tentou distanciar os EUA do ataque anterior de Israel, mas prometeu uma resposta devastadora caso a agressão iraniana persista.
  • A postura do Irã: o ministro Abbas Araghchi alertou que a resposta atual foi apenas uma “fração” do poder iraniano e que não haverá mais contenção se a infraestrutura do país for atingida novamente. Já listou diversas instalações de petróleo e gás como próximos alvos.
País Local Atingido Danos Relatados Resposta Imediata
Catar  Complexo de GNL de Ras Laffan 3 incêndios e danos extensos à infraestrutura. Sem feridos. Expulsão de adidos militares do Irã (persona non grata).
Emirados Árabes  Instalação de Habshan e Campo de Bab Danos causados por destroços de mísseis interceptados. Fechamento preventivo das instalações. Sem feridos.
Arábia Saudita  Capital (Riad) e instalações de gás no Leste 4 mísseis e drones interceptados; ataques diretos à capital na quinta-feira. Alerta de “retaliação militar necessária” e pedido de mudança de estratégia de Teerã.
Kuwait / Bahrein  Áreas não especificadas Relatos de ataques e interceptações em andamento. Monitoramento de segurança e reforço na defesa aérea.

Confronto de palavras: Trump vs. Araghchi

Donald Trump (EUA): “Se o GNL do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo [explodir massivamente toda a instalação de South Pars]. Não quero autorizar esse nível de destruição pelas implicações de longo prazo para o futuro do Irã, mas farei se for necessário.”

Abbas Araghchi (Irã): “Nossa resposta ao ataque de Israel empregou apenas UMA FRAÇÃO do nosso poder. A única razão para a contenção foi o pedido de desescalada. Não demonstraremos NENHUMA contenção caso nossa infraestrutura seja atacada novamente.”

Consequências imediatas 

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  1. Risco energético: o fechamento temporário de instalações nos Emirados e os danos no Catar geram pânico nos mercados globais de energia.
  2. Coalizão de resposta: a Arábia Saudita e outros países do Golfo já declararam que reservam o direito de retaliação militar, o que pode abrir uma nova e imprevisível frente de guerra direta contra Teerã.
Fontes: Yomiuri, NHK, Al Jazeera e Anadolu Agency

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