O governo russo anunciou que, a partir de 1º de abril de 2026, implementará uma proibição temporária na exportação de gasolina.
A medida, que se estenderá até 31 de julho, foi instruída pelo vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, ao Ministério da Energia, conforme comunicado oficial divulgado na sexta-feira (27).
A decisão visa primordialmente estabilizar os preços e assegurar o abastecimento prioritário ao mercado doméstico.
A agência de notícias TASS reportou que a iniciativa surgiu após uma reunião focada no mercado interno de combustíveis, presidida por Novak, onde a importância de proteger o consumidor foi destacada.
Durante o encontro, autoridades enfatizaram a diretriz estabelecida pelo presidente russo, Vladimir Putin, de prevenir que os aumentos nos preços dos combustíveis domésticos excedam os níveis projetados.
Esta é uma prioridade para o governo, que busca proteger os consumidores e a economia interna de flutuações abruptas.
Estabilidade interna contra cenário global
Alexander Novak destacou que a turbulência no mercado global de petróleo e produtos petrolíferos, intensificada pela crise no Oriente Médio, está provocando significativas variações de preços.
“O vice-primeiro-ministro observou que a turbulência no mercado global de petróleo e produtos petrolíferos causada pela crise no Oriente Médio está levando a flutuações significativas de preços”, dizia o comunicado.
Apesar dos desafios no cenário global, Novak ressaltou que a forte demanda por recursos energéticos russos nos mercados estrangeiros continua sendo um fator positivo para a economia do país, equilibrando a necessidade de estabilidade interna com os benefícios das exportações de energia.
Fonte: China Daily



