A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou na segunda-feira (30) que vai considerar diálogo com a liderança iraniana em um momento “apropriado”, com base no interesse nacional do Japão.
A declaração ocorre em um cenário de alta tensão no Oriente Médio, e Takaichi enfatizou, em uma sessão do Comitê de Orçamento da Câmara dos Representantes, que a decisão sobre o momento do diálogo será tomada a partir de uma “perspectiva abrangente”.
Desde o início do conflito entre EUA e Israel com o Irã no final do mês passado, Tóquio tem buscado um delicado equilíbrio. O Japão tenta manter sua aliança de segurança com Washington, ao mesmo tempo em que preserva suas tradicionalmente amigáveis relações com Teerã.
A crise energética e o Estreito de Ormuz
A estabilidade no Oriente Médio é de vital importância para o Japão, que depende da região para mais de 90% de suas importações de petróleo bruto. A maior parte desse petróleo passa pelo Estreito de Ormuz, uma artéria crucial para os embarques globais de energia.
No entanto, o Irã tem efetivamente bloqueado o estreito, o que tem gerado preocupações com o fornecimento de petróleo e provocado uma disparada nos preços.
O Japão condenou o fechamento de fato do estreito pelo Irã, bem como seus ataques a outros estados do Oriente Médio, realizados em resposta aos ataques dos EUA e Israel.
Consequências e a aliança com Washington
Esses ataques iranianos resultaram em baixas civis e danos à infraestrutura de petróleo e outras. Apesar da gravidade da situação, o governo de Takaichi não fez nenhuma avaliação legal das operações militares dos EUA contra o Irã.
Em um encontro com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, no dia 19 de março, a primeira-ministra Takaichi expressou seu apoio, chamando-o de “a única pessoa que pode trazer paz e prosperidade ao redor do mundo”.
Fonte: JT



