Diante da crescente pressão na Dieta (parlamento japonês), a Primeira-Ministra Sanae Takaichi sinalizou, nesta segunda-feira (16), que o governo está disposto a estender as medidas de apoio financeiro à população caso as tensões no Irã se prolonguem.
A declaração ocorreu durante as deliberações sobre o orçamento do novo ano fiscal, na segunda-feira (16).
Atualmente, os subsídios emergenciais do governo japonês para conter os preços de eletricidade e gás estão programados para terminar em março.
O senador Funayama, presidente do Partido Democrático para o Povo (DPP), questionou duramente a falta de clareza sobre o que acontecerá a partir de abril, apontando a ansiedade da população.
Em resposta, Takaichi reconheceu a instabilidade da situação. “Mesmo que o conflito se prolongue, consideraremos com flexibilidade como fornecer apoio contínuo para sustentar a vida das pessoas e a indústria“, afirmou Takaichi, revertendo a posição anterior de encerrar os auxílios.
Conflito no Irã e o dilema japonês
O ex-Ministro da Educação, Suematsu (PLD), levantou questões sobre a diplomacia japonesa em meio ao conflito entre dois países com os quais o Japão tem laços estreitos (Irã e EUA, o único aliado).
Ele questionou Takaichi sobre como o Japão responderia se o Irã exigisse qualquer tipo de “ônus” do país (pessoas, bens ou dinheiro).
Takaichi evitou dar uma resposta direta, mas reiterou a importância de manter a comunicação com ambos os lados antes de sua próxima cúpula com os Estados Unidos. “Responderemos adequadamente, de acordo com os interesses nacionais do Japão”, limitou-se a dizer.
Sucessão imperial e sequestros na pauta
A sessão também abordou temas controversos da política interna:
- Sucessão imperial: questionada pela oposição sobre a possibilidade de uma Imperatriz (sucessão por linha feminina), Takaichi reafirmou que o governo respeita o relatório de especialistas que prioriza o Príncipe Hisahito. Ela indicou que o governo não planeja discussões concretas sobre o tema no momento, considerando-o inoportuno.
- Questão dos sequestros: em resposta ao ex-Ministro Yamaya (PLD), Takaichi prometeu buscar uma solução para a questão dos sequestros pela Coreia do Norte durante seu mandato, buscando cooperação internacional, incluindo a dos Estados Unidos.
Impasse no parlamento
Enquanto o Secretário-Geral do PLD, Suzuki, defendeu a aprovação rápida do orçamento para promover as políticas de Takaichi, o maior partido da oposição (CDP) expressou preocupação com o que chamou de “gestão coercitiva” das comissões. Mizuoka, líder do CDP, alertou que os partidos de oposição se unirão contra tentativas de impor um cronograma de deliberações apressado na Câmara dos Conselheiros.
Fonte: NHK 


