O número de falências corporativas no Japão, envolvendo dívidas de pelo menos 10 milhões de ienes, totalizou 851 em fevereiro, o nível mais alto para o mês em 13 anos, informou a Tokyo Shoko Research na segunda-feira (9).
Este número representa um aumento de 11,3% em relação ao ano anterior e a terceira elevação mensal consecutiva. O crescimento é impulsionado, em parte, pela deterioração das condições de negócios, que refletem vendas lentas e uma crescente escassez de mão de obra.
Por setor, o de serviços registrou o maior aumento, subindo 30,9% para 309 casos. As indústrias de construção e transporte também apresentaram crescimento anual no número de falências.
Causas e o impacto da escassez de mão de obra
Vendas fracas foram a principal causa das falências, respondendo por 625 casos, ou 73,4% do total.
As falências ligadas à escassez de mão de obra, decorrente do aumento dos custos trabalhistas, aposentadorias e outros fatores, totalizaram 47, mais que o dobro dos 19 casos relatados no ano anterior.
O total de dívidas, no entanto, caiu 22,2%, para 133,16 bilhões de ienes. Quase 80% de todos os casos envolveram dívidas inferiores a 100 milhões de ienes, predominantemente entre pequenas empresas e microempresas.
A Tokyo Shoko Research alertou que a alta dos preços do petróleo, devido às crescentes tensões militares no Oriente Médio, elevará uma variedade de despesas.
A instituição afirmou que “isso representaria um novo revés para as empresas cuja lucratividade já está se deteriorando devido aos preços mais altos”.
Fonte: JT



