O setor aéreo global já começou a sentir os efeitos colaterais da crise no Irã. Segundo reportagem do El País, as principais companhias aéreas preveem um aumento de até 9% no valor das passagens internacionais, conforme análise do diretor geral da Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), Willie Walsh.
O motivo é a instabilidade no fornecimento de petróleo bruto, agravada pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Por que as companhias aéreas vão aumentar os preços
O combustível representa, em média, um terço dos custos operacionais de uma companhia aérea. Com o preço do barril de petróleo em alta acelerada, as empresas afirmam que não conseguem mais absorver o impacto sozinhas, tornando o repasse aos passageiros inevitável.
Para ter uma ideia, segundo a CNN, os preços do combustível de avião subiram de 85 a 90 dólares para 150 a 200 dólares por barril nos últimos dias.
Pontos principais do cenário atual
- Previsão de alta: o aumento de 9% é uma média global, mas algumas rotas que dependem de sobrevoos ou conexões no Oriente Médio podem registrar variações maiores.
- Ceticismo do mercado: analistas apontam que, além do custo do combustível, o desvio de rotas para evitar áreas de conflito aumenta o tempo de voo e o consumo, encarecendo ainda mais a operação.
- Impacto nas férias: especialistas alertam que o momento é crítico, pois coincide com o planejamento de viagens de alta temporada em várias partes do mundo.
As associações internacionais de transporte aéreo monitoram a situação de perto, mas admitem que, enquanto o Estreito de Ormuz permanecer bloqueado e a tensão geopolítica não diminuir, a tendência é de as companhias aéreas elevarem os preços por tempo indeterminado.
Fontes: El País e CNN 


