Na tarde de sábado (11), horário local ou por volta das 3h de domingo (12) no Japão, a primeira rodada da reunião entre os representantes dos Estados Unidos e Irã realizada em Islamabad, capital do Paquistão, terminou em impasse por causa do Estreito de Ormuz.
Estiveram sentados à mesa, do lado americano, segundo a Casa Branca, o vice-presidente J. D. Vance, Steve Witkoff e Jared Kushner; enquanto do lado iraniano, o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf e sua equipe.
Reuniões mediadas pelo Paquistão
Além disso, o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif se reuniu com as duas partes. “O Paquistão desempenhará um papel de mediador na obtenção de resultados frutíferos rumo à paz e à estabilidade regional e global”, declarou Sharif, que atua como mediador.
1º encontro desde 1979
Diversos veículos da mídia iraniana relataram que as conversas entre EUA e Irã estavam ocorrendo em comitês especializados separados. A agência de notícias pró-regime Fars informou que as discussões estavam divididas em três áreas: política, economia e direito.
Esse foi o primeiro encontro direto entre os EUA e o Irã desde 1979.
Programa nuclear
Enquanto a Casa Branca evita fazer concessões concretas, Teerã insiste em seu plano de dez pontos, que inclui reparações, o levantamento completo das sanções e a liberação de ativos congelados. Uma fonte iraniana afirmou que Washington concordou em descongelar fundos, mas a Casa Branca negou imediatamente. Outro grande ponto de discórdia continua sendo o programa nuclear: o Irã quer preservá-lo — embora sem desenvolver armas — enquanto os EUA querem reduzir sua produção e se desfazer do urânio enriquecido.
Como houve impasse, indicando que as “exigências excessivas” dos EUA têm dificultado o progresso, sem sinais de avanço e com sérias divergências, as negociações deverão se estender até a madrugada de domingo, informou a TV estatal iraniana de Islamabad.
Minas no Estreito de Ormuz
Enquanto isso, os militares dos EUA declararam que dois de seus navios de guerra navegaram pelo Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início da guerra. A declaração indica que essa manobra faz parte de um plano para começar a remover minas dessa importante via navegável para o comércio global de petróleo.
Mas o lado iraniano negou que tenha liberado a passagem dos navios americanos no Estreito de Ormuz.
Fontes: Iran Intl, El Mundo, DW, NHK e Tasnim 


