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Filhos de estrangeiros com visto de estadia familiar no Japão e a ‘barreira dos 18 anos’

Existe uma ‘barreira dos 18 anos’ para os filhos de estrangeiros: escrivã administrativa brasileira e naturalizada japonesa explica como superar esse desafio.

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Redação

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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▶ Os desafios da ‘barreira dos 18 anos’ dos estrangeiros no Japão: entenda isso.
Foto ilustrativa de uma colegial pensativa (PM)

Pouco se fala no visto de estadia familiar (kazoku taizai em japonês) para filhos de estrangeiros que vivem no Japão, tampouco na chamada “barreira dos 18 anos”.

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Por que é uma barreira

Enquanto permanecem com esse visto de estadia familiar, se quiserem trabalhar depois de se formarem no colegial do Japão, requer providenciar a mudança de status. 

Atualmente, aqueles que prestam apoio a esses jovens carecem de conhecimento suficiente, e Mutsumi Ideguchi, escrivã administrativa na cidade de Ota (Gunma), enfatiza a necessidade de “verificar o status de residência e tomar providências o mais rápido possível”. 

Não permite trabalhar

“Mesmo que o jovem estude em uma escola japonesa e adquira habilidades, ele não pode trabalhar se permanecer com o visto de estadia familiar”, explicou sobre essa ‘barreira dos 18 anos’ em uma palestra realizada na cidade de Isesaki em 29 de março.

Enquanto os pais possuem visto de residência para fins de trabalho, os filhos crescem e estudam com base nesse status de estadia familiar. Isso se baseia na premissa de poderem receber cuidados e educação dos pais, mas não permite que trabalhem. 

O que acontece se o status de estadia familiar não for cumprido?

“Eles podem acabar sem conseguir se tornar independentes, continuando a trabalhar como arubaito, de até 28 horas semanais com permissão. Outros caminhos são: retornar ao país de origem de seus pais, onde não entendem o idioma, ou, no pior dos casos, enfrentar o risco de residência ou emprego ilegais“, alerta a escrivã administrativa.

Experiência própria na ‘barreira dos 18 anos’

Escrivã administrativa brasileira naturalizada japonesa
Escrivã administrativa brasileira naturalizada japonesa (Tokyo Shimbun)

Ela estima que, dentre os cerca de 87 mil estrangeiros residentes na província de Gunma, há mais de 500 crianças e adolescentes com esse status somente na cidade de Isesaki

A própria escrivã administrativa nasceu no Japão, sendo nipo-brasileira de terceira geração (sansei) e se formou no colegial na cidade de Isesaki.

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Posteriormente, se naturalizou japonesa. Para ajudar os jovens em circunstâncias semelhantes à sua, ela oferece consultoria sobre como obter vistos para estrangeiros.

Como superar a “barreira dos 18 anos”? 

Ideguchi enfatiza três pontos-chave.

  1. Educação: concluir pelo menos o colegial
  2. Emprego: trabalhar para obter independência
  3. Obrigações fiscais: os pais devem ter um bom histórico 

Se essas condições forem atendidas, torna-se possível solicitar a mudança de status de estadia familiar para o de atividades designadas. Isso abre um caminho para a solicitação de visto permanente (residência permanente).

“O futuro das crianças e adolescentes com raízes estrangeiras se expande por meio da cooperação entre escolas, comunidades e governo. Espero que os professores levantem suas vozes para a orientação vocacional diante da possibilidade da ‘barreira dos 18 anos’ para apoio aos adolescentes”, enfatizou. 

Ela recomenda ainda a conscientização sobre o sistema e a busca por aconselhamento de especialistas.

Fonte: Tokyo Shimbun

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