Estimativas do governo japonês, divulgadas por fontes próximas ao assunto na segunda-feira (6), indicam que os subsídios para conter os preços da gasolina e outros combustíveis demandarão cerca de 500 bilhões de ienes por mês.
Este valor representa um aumento significativo em relação aos aproximadamente ¥300 bilhões inicialmente previstos, impulsionado pela alta dos preços do petróleo bruto devido às tensões no Oriente Médio.
Embora o fundo de subsídio possua mais de 1 trilhão de ienes, ele poderá ser esgotado em cerca de dois meses se os gastos continuarem neste ritmo.
Em resposta à escalada dos preços do petróleo, o governo iniciou, no dia 19 de março, a subsidiar os preços de varejo da gasolina, visando manter a média nacional em torno de 170 ienes por litro.
Para cobrir esses subsídios, o saldo do fundo foi reforçado de aproximadamente 280 bilhões de ienes para mais de 1 trilhão de ienes no final de março, com a adição de 800 bilhões de ienes provenientes das reservas do orçamento fiscal de 2025.
Impacto da crise internacional e reajustes semanais
Apesar de o governo ter estimado inicialmente um gasto mensal de cerca de 300 bilhões de ienes para o subsídio, o valor aumentou consideravelmente devido à prolongada instabilidade no Oriente Médio e à contínua elevação dos preços do petróleo bruto.
O subsídio à gasolina começou em 30,2 ienes por litro na semana de 19 a 25 de março, sendo revisado semanalmente.
Na semana de 26 de março a 1º de abril, o subsídio atingiu 48,1 ienes, e a partir do dia 2 de abril, passou para 49,8 ienes. Se o nível do subsídio permanecer em torno de 50 ienes, serão necessários aproximadamente ¥500 bilhões por mês do fundo.
Adicionalmente, o governo alocou 1 trilhão de ienes em reservas na sua proposta de orçamento fiscal de 2026.
Contudo, como essas reservas também são destinadas a emergências, como desastres naturais, seria desafiador destinar a totalidade desse montante apenas para os subsídios de gasolina.
Fonte: MN



