Os EUA e o Irã concordaram com um cessar-fogo de duas semanas, e a porta-voz da Casa Branca anunciou, na tarde de quarta-feira (8), horário de Washington, que as negociações para o fim dos combates serão realizadas no Paquistão, país mediador, no sábado (11).
No entanto, divergências na interpretação do acordo tornaram-se evidentes entre os países envolvidos, com o Irã alegando que os contínuos ataques de Israel ao Líbano (Hezbollah) violam essa trégua, por isso fechou o Estreito de Ormuz, obrigando petroleiros a retornar, informou a emissora estatal iraniana Press TV na quarta-feira.
Estreito de Ormuz está aberto, declarou Leavitt
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Claire Leavitt, declarou em uma coletiva de imprensa que essa informação de fechamento é falsa, pois foi observado aumento de tráfego de embarcações no canal.
Também disse que até mesmo uma eventual cobrança de pedágio pelo Irã seria considerada uma restrição inaceitável.
Ela declarou que o presidente Trump enviará uma equipe de negociação, liderada pelo vice-presidente J. D. Vance, para uma reunião presencial na manhã de sábado (11), horário local, em Islamabad, Paquistão.
Israel “não está incluído no acordo”
Em relação ao Líbano, Israel mantém a posição de que o país “não está incluído no acordo”, e o porta-voz dos EUA, Levitt, também afirmou em uma coletiva de imprensa que “neste momento, o Líbano não está incluído no acordo de cessar-fogo”.
Entretanto, a agência de notícias estatal iraniana divulgou na quarta-feira o conteúdo de uma conversa telefônica entre o presidente iraniano Masoud Pezeshkian e o primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif.
Segundo a informação, Pezeshkian indicou que uma das principais condições da proposta de 10 pontos do Irã aos Estados Unidos era o estabelecimento de um cessar-fogo no Líbano.
Irã ameaça EUA e Israel
Além disso, a agência de notícias iraniana Tasnim informou na quarta-feira, citando fontes, que o Irã consideraria se retirar do acordo caso as violações continuassem.
A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) também emitiu um comunicado “alertando o regime sionista e os EUA de que a violação do cessar-fogo temporário não ficará impune”.
Irã diz que é vitorioso
Além disso, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã enfatizou, na quarta-feira, horário local, “que a agressão resultou em uma vitória histórica para o Irã, obrigando os EUA a aceitarem os termos da negociação, incluindo um plano de não agressão garantida e a cessação das hostilidades”.
Fontes: NHK, Tasnim, Iran Intl e X



