Mais de 30 países, incluindo o Japão, mas com a notável ausência dos Estados Unidos, estão se mobilizando para planejar a reabertura do Estreito de Ormuz.
Esta rota vital de navegação tem sido severamente afetada pela guerra entre EUA-Israel e Irã, que resultou em ataques iranianos a navios comerciais e ameaças contínuas, paralisando quase todo o tráfego na via marítima.
Esforços diplomáticos e impacto econômico
O primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou que uma reunião virtual, presidida pela secretária de Relações Exteriores Yvette Cooper, ocorreria na quinta-feira (2) para “avaliar todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis que podemos tomar para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios e marinheiros retidos e retomar o movimento de commodities vitais”.
O bloqueio do Estreito de Ormuz, que conecta o Golfo Pérsico ao resto dos oceanos globais, tem sido um caminho crítico para o fluxo mundial de petróleo, fazendo com que os preços do petróleo disparem.
A ausência dos EUA e a resposta internacional
Os Estados Unidos não estão entre os países participantes da reunião. O presidente Trump afirmou que garantir a segurança da via marítima não é responsabilidade da América, e aconselhou os aliados dos EUA a “irem buscar seu próprio petróleo”.
Até o momento, nenhum país parece disposto a tentar abrir o estreito pela força enquanto os combates persistem e o Irã pode atacar embarcações com mísseis antinavio, drones, embarcações de ataque e minas.
Estratégias pós-conflito e cooperação internacional
No entanto, Starmer indicou que planejadores militares de um número não especificado de países se reunirão em breve para trabalhar em como garantir a segurança da navegação “depois que os combates cessarem”.
Enquanto isso, 35 países, incluindo Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Japão e Emirados Árabes Unidos, assinaram uma declaração exigindo que o Irã interrompa suas tentativas de bloquear o estreito e comprometendo-se a “contribuir para esforços apropriados para garantir a passagem segura” através da via marítima.
Implementação técnica e a frente unida
A reunião de quinta-feira é considerada um primeiro passo, a ser seguido por “reuniões de nível de trabalho” de autoridades para detalhar os planos.
Starmer enfatizou que retomar a navegação “não será fácil” e exigirá “uma frente unida de força militar e atividade diplomática”, juntamente com a parceria da indústria marítima.
A ideia desse esforço internacional ecoa a “coalizão dos dispostos” que foi montada, liderada pelo Reino Unido e França, para apoiar a segurança da Ucrânia após um futuro cessar-fogo naquela guerra.
Essa coalizão é, em parte, uma tentativa de demonstrar à administração Trump que a Europa está se esforçando para fazer mais pela sua própria segurança.
A urgência de defesas continentais mais fortes foi reforçada pela sugestão renovada de Trump de que os EUA poderiam se retirar da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).
Fonte: JT



