Um estudo recente conduzido por uma equipe de pesquisa da Universidade Toho e outras instituições revelou um dado preocupante sobre o consumo de suplementos alimentares no Japão.
A pesquisa indicou que aproximadamente 20% dos usuários de suplementos no país consomem quantidades que excedem a ingestão diária recomendada pelos fabricantes.
Mais alarmante ainda é que, entre aqueles que consomem em excesso, cerca de 60% estavam ingerindo nutrientes acima do “limite superior de ingestão tolerável”, considerado a quantidade máxima que, segundo especialistas, é improvável de causar riscos à saúde.
A pesquisa foi realizada entre novembro e dezembro de 2024, com 2.002 participantes japoneses, com 18 anos ou mais, que tinham histórico de compra de suplementos alimentares.
Os resultados mostraram que 371 pessoas, ou 18,5% do total, estavam tomando suplementos além da dose diária recomendada pelos fabricantes.
Riscos à saúde e nutrientes críticos
Para certos nutrientes, o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar (MHLW) estabeleceu limites superiores de ingestão tolerável para prevenir riscos à saúde decorrentes do consumo excessivo.
Uma análise mais aprofundada, envolvendo 1.705 participantes que usavam suplementos com esses nutrientes, revelou que 184 das 297 pessoas que consumiam em excesso (62%) ultrapassaram o limite superior tolerável para pelo menos um nutriente.
Notavelmente, mais da metade dos que apresentaram ingestão excessiva superaram os limites para magnésio, niacina e vitamina A.
O estudo também identificou fatores associados a uma maior probabilidade de uso excessivo de suplementos.
Entre eles estão: ter entre 50 e 64 anos, estar empregado (em tempo integral ou parcial), usar suplementos na forma de comprimidos, manter o uso por seis meses ou mais e, intencionalmente, tomar mais do que a quantidade recomendada.
Conscientização e publicações acadêmicas
Embora os suplementos ofereçam uma maneira conveniente de obter nutrientes, a ingestão excessiva pode ser prejudicial à saúde.
A equipe de pesquisa enfatizou a “importância de fornecer informações claras para que os usuários possam compreender corretamente as quantidades recomendadas, além de promover uma melhor conscientização na seleção de produtos e no comportamento de consumo”.
As descobertas foram publicadas em 19 de março no jornal acadêmico internacional Interactive Journal of Medical Research.
Fonte: MN



