O governo da Rússia anunciou, na quinta-feira (2), a imposição de uma proibição à exportação de gasolina por parte dos produtores de combustível. A medida estará em vigor até o final de julho.
Segundo o comunicado oficial, a restrição visa principalmente estabilizar o fornecimento no mercado doméstico. Esta decisão é impulsionada pela alta demanda sazonal de combustível durante a campanha agrícola de semeadura e pelo aumento contínuo dos preços globais do petróleo.
É importante notar que a proibição não se aplica a países com os quais a Rússia mantém acordos intergovernamentais de fornecimento de combustível, como é o caso da Mongólia.
Esta não é a primeira vez que a Rússia recorre a tais medidas. Em 2025, diversas regiões russas e partes da Ucrânia sob controle russo enfrentaram escassez de gasolina.
Esses problemas foram exacerbados por ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas e por um aumento sazonal na demanda por combustível.
Historicamente, a Rússia tem imposto repetidamente restrições às exportações de gasolina e diesel para conter a elevação dos preços e combater a falta de suprimentos.
Fontes da indústria indicam que, em 2025, o país exportou cerca de 5 milhões de toneladas métricas de gasolina, o que equivale a aproximadamente 117 mil barris por dia.
Essa nova proibição reflete os esforços contínuos do governo para garantir a segurança energética interna.
Fonte: ST



