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Sem acordo nas negociações entre EUA e Irã, que não abre mão do programa nuclear

Segundo o vice-presidente dos EUA, ‘é uma má notícia para o Irã’, se referindo ao acordo que não foi alcançado. Por outro lado, o ministro iraniano disse que a delegação iraniana frustrou a tentativa de paz. Veja o que poderá acontecer.

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Redação

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Sem acordo, o vice-presidente dos EUA disse que isso ‘é uma má notícia para o Irã'.
Imagem ilustrativa (PM)

O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, afirmou em uma coletiva de imprensa na noite de sábado (11), por volta das 21h40 no horário de Washington, que nenhum acordo foi alcançado com o Irã após 21 horas de negociações em Islamabad, capital do Paquistão.

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“Os EUA não chegaram a nenhum acordo com o Irã”, disse Vance. Ressaltou que “é uma má notícia para o Irã”. O encontro começou na manhã de sábado e terminou depois da virada do relógio no domingo (12), no horário local.

Segundo Vance, os EUA apresentaram propostas bastante flexíveis, mas o Irã não acatou, principalmente em relação ao programa nuclear.

“O fato é que precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não buscarão armas nucleares e não buscarão as ferramentas que lhes permitiriam obtê-las rapidamente”, disse o vice-presidente. Salientou que “ainda não vimos isso acontecer”.

Vice-presidente Vance em coletiva de imprensa
Vice-presidente Vance em coletiva de imprensa (reprodução)

Atmosfera de desconfiança e suspeita, disse ministro iraniano

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse no sábado que as discussões das últimas 24 horas incluíram tópicos-chave de negociação, como o Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano, reparações de guerra, alívio de sanções e o fim das hostilidades, conforme publicado em sua conta no X.

“Na sala de negociações, os EUA pretendiam alcançar objetivos que não conseguiram atingir com a guerra contra o Irã, incluindo a questão do Estreito de Ormuz e a remoção de materiais nucleares do país, mas a delegação iraniana frustrou essa tentativa”, divulgou a agência de notícias Tasnim.

Exigências excessivas dos EUA

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, escreveu um longo post no X e destacou: “Nas últimas 24 horas, foram realizadas discussões sobre várias dimensões dos principais temas de negociação, incluindo o Estreito de Ormuz, a questão nuclear, reparações de guerra, suspensão das sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região. O sucesso deste processo diplomático depende da seriedade e da boa-fé da parte contrária, da abstenção de exigências excessivas e pedidos ilegais, e do reconhecimento dos direitos e interesses legítimos do Irã”.

Ele disse que essas negociações ocorreram 40 dias após o ataque contra seu país, “em uma atmosfera de desconfiança e suspeita. É natural que não esperássemos, desde o início, chegar a um acordo em uma única reunião”. Ele enfatizou que “a diplomacia nunca termina”. Agradeceu ao governo do Paquistão por intermediar essa negociação.

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O presidente Donald Trump compartilhou uma matéria publicada pela Just the News, intitulada “A carta na manga do presidente caso o Irã não ceda: um bloqueio naval”.

“Se o Irã se recusar a aceitar o acordo final oferecido pelos EUA no sábado, Trump poderá bombardear Teerã de volta à ‘Idade da Pedra’, como prometeu. Ou poderá simplesmente repetir sua bem-sucedida estratégia de bloqueio para sufocar a economia iraniana já cambaleante e aumentar a pressão diplomática sobre a China e a Índia, cortando-lhes uma de suas principais fontes de petróleo”, analisou.

Ainda citou que “Ironicamente, o enorme porta-aviões USS Gerald Ford, que liderou o bloqueio venezuelano, está agora no Golfo Pérsico após uma breve pausa para reparos e descanso da tripulação depois de um incêndio mortal. E agora se junta ao USS Abraham Lincoln e outros importantes ativos navais”.

Ou seja, os EUA poderiam fazer algo parecido com o bloqueio naval que levou a Venezuela (para captura de Maduro) ao estrangulamento de suas receitas petrolíferas.  

Fontes: Casa Branca (X), Iran Intl e Tasnim

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