O Ministério das Relações Exteriores do Japão está orientando seus cidadãos que viajam para o exterior a terem cautela ao tirar fotos ou gravar vídeos em áreas consideradas sensíveis e ao publicar esse material nas redes sociais.
O alerta não se limita à China, onde os viajantes precisam estar atentos à rígida legislação antiespionagem. Desde que a lei entrou em vigor em 2014, pelo menos 17 japoneses foram detidos no país, e atividades como fotografias ou levantamentos não autorizados podem ser interpretadas como espionagem.
Nos últimos meses, também aumentaram os casos de japoneses temporariamente detidos por autoridades de segurança em regiões do Oriente Médio, onde continuam ocorrendo tensões envolvendo os Estados Unidos e o Irã.
Em muitos casos, as detenções ocorreram após registros fotográficos feitos sem intenção em áreas próximas a instalações militares.
Casos recentes preocupam autoridades
Segundo fontes ligadas ao assunto, viajantes individuais, expatriados e jornalistas freelancers chegaram a ser retidos por várias horas após fotografarem áreas próximas a bases militares ou locais atingidos por explosões no Oriente Médio.
Em alguns casos, as autoridades suspeitaram que as imagens poderiam envolver informações sensíveis relacionadas à segurança nacional.
Governo cita locais que exigem atenção
Em um comunicado divulgado em 3 de junho, o ministério listou diversos locais que exigem cautela especial:
- Bases militares
- Aeroportos
- Estações ferroviárias
- Portos
- Instalações governamentais
- Locais religiosos
- Embaixadas estrangeiras
O órgão também alertou sobre fotografias de danos causados por ataques armados, manifestações e áreas de fronteira, ressaltando que questionamentos por parte das autoridades podem ocorrer mesmo quando esses locais aparecem apenas parcialmente nas imagens.
Dependendo da resposta dada pelo cidadão e das leis do país em questão, a detenção pode se prolongar. Um exemplo citado foi o de um entusiasta japonês de ferrovias detido por cerca de seis meses em Belarus (Bielorrússia).
Segundo um representante do Departamento de Assuntos Consulares, ações aparentemente inocentes podem resultar em consequências graves, e as autoridades locais também podem monitorar publicações feitas nas redes sociais.
Fonte: MN



