O governo da província de Ishikawa confirmou que uma mangueira flutuante gigante foi arrastada pela correnteza até a costa da cidade de Shika.
A mangueira impressiona pelo tamanho: mede cerca de 150 metros de comprimento, tem 2 metros de diâmetro e pesa aproximadamente 300 toneladas — o equivalente a metade de todos os resíduos que chegam à costa da província em um ano inteiro.
A mangueira foi construída com uma junção de tubos de ferro e borracha envoltos por uma boia, a estrutura apresentava um padrão listrado e partes de borracha significativamente dobradas.
O Ministério do Meio Ambiente e a comunidade local demonstraram grande surpresa e preocupação com a dimensão inédita do entulho.
O trajeto da deriva até o “desembarque” no Natal
O objeto é uma mangueira flutuante utilizada profissionalmente para remover sedimentos do fundo do mar. A cronologia do caso se desenvolveu da seguinte forma:
- 17 de dezembro: A cidade de Shika avistou a mangueira flutuando perto do porto de pesca de Tomiki e acionou o governo da província.
- Primeira inspeção: O governo e a Guarda Costeira do Japão vistoriaram o local e confirmaram que não havia danos imediatos, como vazamento de óleo. A situação passou a ser monitorada.
- 25 de dezembro: Durante uma patrulha no dia de Natal, as fortes ondas do inverno acabaram empurrando a estrutura definitivamente para a praia.
A região onde a mangueira encalhou é conhecida como Norijima, uma área rica em algas e frutos do mar, com tráfego frequente de barcos de pesca locais. Apesar do risco, nenhum acidente náutico foi registrado na região durante o período em que a mangueira esteve à deriva.
Teria vindo da China? Investigação sem respostas
Uma investigação detalhada na estrutura revelou inscrições em inglês, números e a marca da empresa chinesa Zeveng Co., Ltd.
Embora as autoridades japonesas tenham enviado fotografias e solicitado esclarecimentos à fabricante sobre o destino final do produto, nenhuma informação sobre o proprietário original foi obtida.
Consultas feitas a empresas nacionais do setor por meio da Associação Nacional de Bombas e Vasos de Pressão, em Tóquio, também não trouxeram pistas. Além disso, não há registros de acidentes ou perdas desse tipo de equipamento em obras na própria província.
Operação de remoção e custos
O governo de Ishikawa informou na quarta-feira (10) que programou o início dos trabalhos de remoção dessa mangueira misteriosa para o dia 15, com a meta de concluir tudo até o outono, antes que o mar de inverno fique agitado e arraste o tubo novamente.
A complexa operação logística seguirá os seguintes passos:
- Uma grande balsa se aproximará da costa.
- Um guindaste vai içar o maquinário pesado necessário até o local.
- A mangueira será cortada em pedaços menores.
- Os pedaços serão colocados na balsa e levados ao Porto de Pesca de Tomiki.
- Caminhões farão o transporte terrestre até uma empresa de gestão de resíduos, que cuidará da reciclagem ou descarte final.
O custo total da remoção está estimado em 50 milhões de ienes. Para arcar com o valor, o governo provincial solicitou apoio emergencial ao Ministério do Meio Ambiente devido às circunstâncias excepcionais.
O governo federal aprovou um aditivo de 40 milhões de ienes à verba padrão de subsídios para detritos marítimos, elevando o fundo total para 156,7 milhões de ienes.
Graças a esse suporte e a outros subsídios especiais, o impacto real nos cofres do governo de Ishikawa será de apenas 4% do custo da operação (cerca de 2 milhões de ienes).
Fontes: NNN e Toyama Shimbun 


