Um japonês que mora na cidade de Shizuoka (província homônima) relata que travou uma batalha de 3 horas, na escuridão do mar da costa local, para a captura de um grande peixe considerado raro no Japão, o Argyrosomus japonicus, conhecido pelo nome comum de roncadeira-austral, com aproximadamente 1,5 metro de comprimento.
Ao pesá-lo, constatou que tinha mais de 30 quilos. O pescador descreveu a façanha como um milagre e almeja pescas mais ousadas.
Esse peixe, também chamado popularmente de corvina gigante (onibe em japonês), possui corpo prateado, nadadeiras acobreadas e uma linha de pequenos pontos brancos ao longo dos flancos. É altamente valorizado na pesca esportiva e comercial (sendo também conhecido na Austrália como mulloway e na África do Sul como dusky kob). Embora menos comum para o público geral fora da Ásia, sua carne branca e firme é apreciada na culinária japonesa.
Embora habite principalmente as províncias de Miyazaki e Kochi, o raro peixe foi visto recentemente na província de Shizuoka, possivelmente devido ao aumento da temperatura da água do mar causado pelo aquecimento global.
Segunda vez
O feito aconteceu em 19 de maio, segundo o relato do pescador, na costa de Miho, na cidade onde reside. A captura surpreendente ocorreu por volta das 3h30 da manhã, quando o peixe mordeu uma isca destinada à pesca de linguado ou robalo. Ele travou uma luta emocionante de cerca de 3 horas.
“Eu estava pescando linguado e, depois de pegar alguns, esse raro peixe mordeu. Engoliu a isca inteira e o anzol ficou completamente deformado. Foi uma captura verdadeiramente milagrosa”, relatou. Isso porque o equipamento era para linguado e não para esse tipo de peixe, com esse tamanho e peso.
O autor dessa pesca tem 39 anos, pesca desde criança e, além de apicultor, trabalha como pescador profissional e dá aulas de pescaria em todo o Japão.
Não foi sua primeira experiência com o “onibe”, pois em 2023 também conseguiu capturar um de 35 quilos, com 1,5 metro.
“É um ‘peixe fantasma’.” Sua população no Japão é pequena e raramente se aproxima da costa, por isso é raro encontrar um. Ver um vivo é um privilégio e um desafio exclusivo dos pescadores.
Fonte: SBS 


