Cortes na produção da indústria automobilística poderão continuar até o fim do ano

Publicado em 24 de setembro de 2021, em Economia

O prejuízo estimado para a economia do Japão é de mais de 1 trilhão de ienes pela redução da produção de veículos.

Imagem ilustrativa da linha da Nissan (Flickr)

Os cortes na produção da indústria automobilística, que sustenta a economia japonesa, estão se agravando devido à escassez de semicondutores e de autopeças dos fornecedores do sudeste da Ásia. 

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De acordo com fabricantes, o número total de cortes de produção era estimado em cerca de 930 mil no final de agosto, mas em setembro aumentou quase de 1,8 vez para cerca de 1,7 milhão de unidades. É cerca de 7% do total produzido pelos grandes fabricantes em 2020. 

Também está afetando o plano anual para este ano, e estima-se que a perda econômica total excederá 1 trilhão de ienes.

Havia uma visão de que os cortes de produção seriam temporários, mas a dificuldade em adquirir as autopeças continua. Em setembro, houve anúncios consecutivos de suspensão da produção nas montadoras. E a Daihatsu informou sobre as paralisações em outubro. A demanda por automóveis é alta, mas não conseguem produzir o suficiente para vender.

Reduções nas montadoras

A Toyota Motor reduziu a produção de setembro a outubro em 760 mil unidades do plano inicial. A suspensão da produção por falta de peças estendeu-se temporariamente a todas as fábricas japonesas. O número de veículos produzidos mundialmente neste ano foi reduzido de 9,3 milhões para 9 milhões, o que também afetou o plano de produção.

A Honda também reduziu a produção nacional de agosto a setembro para 40% do planejado e, depois, prevê-se 70% no início de outubro. As vendas globais deverão ter redução de 150 mil unidades, caindo para 4,85 milhões.

A produção da Suzuki teve redução de 350 mil, caindo para 2,88 milhões. E a produção da Subaru reduziu 40 mil, caindo para 990 mil unidades.

Perda econômica de 1,2 trilhão de ienes

Como pano de fundo tem a escassez de semicondutores desde o início do ano. Houve um incêndio na fábrica da Renesas Electronics, uma grande fabricante de semicondutores, em março. Ela se normalizou em agosto, mas estão em falta no mundo todo devido ao aumento da demanda global no mundo digital. Existem muitos tipos de semicondutores usados ​​em automóveis e há circunstâncias em que não é fácil aumentar a produção.

Além disso, desde o verão, o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus aumentou no sudeste da Ásia, como o Vietnã. Assim, a produção de autopeças estagnou. A coisa mais problemática é o feixe de fios elétricos chamado chicote. É comparado aos nervos e vasos sanguíneos de um automóvel e leva tempo para ser produzido. Não pode ser substituído em outras fábricas imediatamente e levará tempo para normalizar.

A escala dos cortes de produção varia de empresa para empresa, mas há quem diga que a confusão continuará ao longo do ano.

O Daiwa Institute of Research estima que o produto interno bruto (PIB) real diminuirá em 0,3 trilhão para 0,6 trilhão de ienes no ano fiscal de 2021, com base nos atuais cortes de produção. Diz-se que a perda econômica aumentará para 1,2 trilhão de ienes, incluindo a influência de outros setores que não o automobilístico.

Fonte: Asahi 

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