Crise do coronavírus: trabalhadores estrangeiros perdem emprego e local para morar

Com algumas diferenças das crises anteriores, como de 2008 e pós-tsunami, os trabalhadores estrangeiros, desta vez, não estão conseguindo voo de volta.

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Tristeza (Flickr)

O número de trabalhadores estrangeiros que são demitidos ou tiveram o contrato não renovado devido à disseminação do novo coronavírus está aumentando rapidamente. Segundo um sindicato já passam de 2 mil consultas recebidas.

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Com essa pandemia não conseguem voo para voltar ao país de origem, já que estão reduzidos no mundo todo. A situação de pobreza começa a ficar aparente com a crise desencadeada pelo novo coronavírus. 

A brasileira Kaori Nakao, 38 anos, de Kiyosu (Aichi), trabalhava em uma indústria de autopeças, foi informada da não renovação do contrato no final do ano fiscal (março) por causa desse efeito. Além de ter sido notificada dos cortes de energia elétrica e gás por falta de pagamento ainda terá que deixar a moradia providenciada pelo contratante. 

Esse é o retrato dos trabalhadores estrangeiros que dependem das chamadas empreiteiras, apontou Akai Jinbu, do sindicato Union Mie, com sede em Tsu (Mie). Disse que em março foram mais de 300 consultas e em abril a tendência é de aumento.

“Está claro que a crise do corona para o trabalhador é uma situação séria que excede à da crise desencadeada pela quebra dos Lehman Brothers, em 2008”, aponta Jinbu.

O Tozen Union (Zenkoku Ippan Tokyo General Union), com sede em Tóquio, recebeu desde meados de março mais de 2 mil consultas, tanto por telefone quanto pelas redes sociais. 

Até outubro do ano passado, a última estatística do governo, são 1,66 milhão de trabalhadores estrangeiros, estagiários técnicos e estudantes que trabalham. Uma grande parte, cerca de 29%, trabalham em indústrias da transformação que tiveram produções suspensas por falta de peças. Outros 13% trabalham no segmento de serviços como hotelaria e restaurantes que tiveram queda violenta no movimento, tanto pela queda dos turistas estrangeiros, como pelo pedido de #FiqueEmCasa, ou de isolamento social. 

O Tozen Union disse que os trabalhadores estrangeiros têm direitos iguais, do benefício pelos dias parados em casa, como os japoneses. 

Onde mais procurar ajuda

A ONG Brasil Solidário, com sede em Yokohama, disponibiliza informações para quem precisar de ajuda sobre o cotidiano afetado pelos efeitos do novo coronavírus. O contato pode ser feito pelo Facebook (toque aqui). 

Outra ONG, SOS Mamães no Japão, já está ajudando famílias em situação difícil, fazendo uma ponte entre quem pode ajudar e os beneficiários. Se é mamãe ou está inscrita no grupo toque aqui e leia o post fixado no topo.

Outro local é o escritório da Hello Work, disponível em todas as províncias, para buscar informações sobre o subsídio para os trabalhadores, rompimento de contrato, demissão e outros (toque aqui para abrir a matéria).

Fontes: Tokyo Shimbun, Nikkey e Facebook

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Ator japonês sentiu mal-estar durante jogo de golfe em Okinawa

Publicado em 20 de abril de 2020, em Sociedade

Depois de ser criticado, a agência informou a agenda do ator que saiu de Tóquio para Okinawa. Está internado para tratamento da doença causada pelo coronavírus.

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Ator Junichi Ishida (Wikipedia)

Depois de ser criticado nas mídias sociais por ter saído de Tóquio durante o período de isolamento social, a agência do ator Junichi Ishida, 66 anos, informou a sua agenda em Okinawa. 

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Ishida foi testado positivo em 15 deste mês, depois de ter tido mal-estar em Okinawa, onde é dono de um restaurante.

Ele continua internado e deu uma entrevista por telefone um dia depois para a Abema TV. Citou seu agradecimento aos médicos e enfermeiros que trabalham toda a noite no atendimento dos pacientes internados. Embora pratique exercício físico diariamente e cuide da sua alimentação, não imaginava ser infectado pelo novo coronavírus. 

E foi assim, sem saber, que acabou saindo de Tóquio no dia 10 para a primeira reunião com sua equipe do restaurante, do qual é dono, em Okinawa, das 19h30 às 22h. No dia seguinte tomou café da manhã e saiu para uma partida de golfe, onde teve o mal-estar.

No dia 12 tomou café da manhã e descansou no hotel, mas, das 16h30 às 18h teve outra reunião com sua equipe.

Na manhã seguinte (13), tomou café e depois descansou no hotel até seguir para o aeroporto de volta à sua residência na capital japonesa.

Em Okinawa, todos que tiveram contato mais próximo com ele estão de quarentena. O seu restaurante e o clube de golfe fizeram desinfecção, mas o hotel não quis dar informação.

No dia 16 a sua esposa, jogadora profissional de golfe, atualizou um post em uma das redes sociais pedindo desculpas ao público por não ter conseguido segurar o marido em Tóquio. Isso acalmou um pouco os comentários de críticas negativas das pessoas, enquanto os amigos desejam a pronta recuperação dizendo que ele não deveria saber que estava infectado. Ainda assim, sair de Tóquio, não foi uma boa escolha. “Poderia ter feito teleconferência”, apontaram alguns.

No domingo (19) a cantora Akiko Wada, amiga dele, disse no seu programa para esperar pela sua recuperação, pois está lutando contra esse vírus, ao invés de julgá-lo. Disse que gostaria de ouvi-lo depois de ter alta. 

Fontes: Sports Hochi, Abema TV, Sponichi e RBB 

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