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Transtorno do estresse pós-traumático: memórias que assombram, estado de alerta que desgasta e causa angústia

Após vivenciar uma situação traumática podem ocorrer muitos distúrbios. Entenda causas, sintomas e veja dicas importantes.

PM

Portal Mie Editorial

⏱ 4min de leitura
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Transtorno do estresse pós-traumático pode afetar o cotidiano e deve ser cuidado
Transtorno do estresse pós-traumático pode afetar o cotidiano e deve ser cuidado (imagem ilustrativa PM)

Não é incomum no Japão vivenciarmos situações onde terremotos, tsunamis ou tufões, nos pegam de surpresa e provocam em muitos, medo e desconforto.

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O que para alguns pode ser algo mais tranquilo para outros pode trazer consequências desagradáveis. Além dos fenômenos naturais, os eventos de guerra, assaltos, agressões, incêndios, afogamentos, estupros, sequestros, acidentes, podem marcar profundamente pessoas e algumas delas desenvolver o TEPT.

Mas afinal, o que é TEPT?

O TEPT que antigamente era conhecido como neurose de guerra, é o que hoje se denomina transtorno de estresse pós-traumático, e segundo o DSM-5, é um distúrbio da ansiedade, caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais.

No TEPT há a presença de alta ansiedade relacionada a eventos nos quais a pessoa se sente ameaçada pelas lembranças ou recordações muito vivas que invadem a sua consciência (flashbacks).

As mesmas emoções fortes e profundas, a sensação de medo experimentados durante o evento traumático são revividos de maneira muito real e o organismo se coloca em situação de hipervigilância e pronto a reagir.

Curso do transtorno

O TEPT pode ocorrer em qualquer idade a contar do 1.º ano de vida. Os sintomas geralmente se manifestarão dentro dos primeiros 3 meses do trauma, embora seja comum um atraso de meses, ou até mesmo anos.

A duração dos sintomas também pode variar, com recuperação completa em 3 meses ocorrendo em metade dos adultos, enquanto outros continuam sintomáticos por mais de 12 meses ou às vezes até 50 anos. No caso de indivíduos mais velhos, por questões de saúde e piora da cognição, esses sintomas podem ser potencializados e a cura mais difícil.

É importante que saibamos que a ocorrência de uma situação estressora não significa que a pessoa vai desenvolver o TEPT. O que vai determinar é o estado de vulnerabilidade e a predisposição do indivíduo. 

Principais sintomas

Alguns sintomas que podem ajudar a identificar um possível quadro de estresse pós traumático:

  • Recordações intensas, que provocam aumento da frequência cardíaca e transpiração excessiva
  • Ter pensamentos assustadores ou pesadelos constantes
  • Ansiedade frequente
  • Dificuldade para dormir
  • Ataques de raiva, medo ou horror
  • Tendência a evitar ir a lugares que recordem a situação traumática
  • Evitar pensar e falar sobre o ocorrido
  • Interesse diminuído por atividades agradáveis e que causam prazer
  • Sentimento de culpa
  • Pensamentos negativos sobre si mesmo e outras pessoas

Diagnóstico do TEPT

A avaliação é realizada por um médico psiquiatra com base em critérios específicos, onde o diagnóstico do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) se faz quando:

  • A pessoa foi exposta direta ou indiretamente ao evento traumático
  • Os sintomas têm ocorrido por um mês ou mais
  • Os sintomas causam angústia significativa ou prejudicam o desempenho de atividades de modo significativo
  • A pessoa apresente sintomas (mencionados em principais sintomas)
  • É verificado se os sintomas podem ter sido causados pelo uso de um medicamento, drogas ou outro transtorno

O atraso no diagnóstico e no tratamento podem tornar a doença crônica e debilitar o indivíduo.

Atividade física pode ajudar no tratamento
Atividade física pode ajudar no tratamento (imagem ilustrativa)

Tratamento

A psicoterapia é o principal tratamento em casos de TEPT, mas também pode ter acompanhamento da psiquiatria e farmacoterapia quando necessário.

É importante que se aprenda sobre o distúrbio, seus sintomas e suas relações. Isso serve para o paciente e também para as pessoas que com ele convive.

Dicas

  • Fazer uso de técnicas de respiração e relaxamento para o controle do estresse
  • Atividade física para reduzir e controlar a ansiedade
  • Fazer ioga e meditação, auxiliam no alívio dos sintomas
  • Buscar fazer coisas agradáveis
  • Buscar ajuda quando perceber que algo não está bem com você

Lembre-se sempre: sua saúde mental merece ser cuidada!

Boas Reflexões!
Eliana Nonaka

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American Psychiatric Association. (2014) Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. DSM-5. 5ª ed.  Porto Alegre: Artmed

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