O encontro entre o presidente Donald Trump e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, em Washington, deveria ser uma celebração de laços estreitos e investimentos significativos. No entanto, a guerra entre EUA e Israel contra o Irã alterou essa agenda.
O Japão depende fortemente do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz, que o Irã fechou para o transporte internacional após os ataques dos EUA e Israel. A administração Trump pediu aos aliados, incluindo o Japão, que enviem navios para manter o estreito aberto.
Até agora, o Japão não se comprometeu a ajudar no estreito, e Takaichi sugeriu que isso pode não ser permitido pela lei japonesa. Trump expressou frustração com a falta de assistência dos aliados, sugerindo que os EUA podem se retirar da região após ‘terminar’ com o ‘Estado Terrorista’ do Irã.
Takaichi prometeu abordar a ‘situação cada vez mais tensa em torno do Irã’ e disse que sua prioridade é a desescalada do conflito. Ela também está preparada para discutir as limitações do que Tóquio pode fazer para proteger os navios no estreito.
O governo japonês busca garantias de que a administração Trump não planeja mudanças na política dos EUA em relação a Taiwan, o que preocupa Tóquio devido à proximidade geográfica e aos riscos de conflito.
O Japão é um dos países mais afetados pela interrupção do transporte no Estreito de Ormuz, com cerca de 70% do petróleo importado passando por lá. Takaichi afirmou que as exportações de petróleo bruto do Japão ‘diminuirão significativamente’ se o estreito permanecer intransitável.
Embora o Japão tenha enviado forças navais para operações de escolta anti-pirataria no Golfo de Áden, as hostilidades ativas no Golfo Pérsico colocariam os navios japoneses em maior risco de combate.
Além das questões de segurança, o encontro também abordará a relação econômica entre os dois países, incluindo compromissos de investimento e preocupações com tarifas sobre o setor automotivo japonês.
Fonte: Politico