O Ministério das Relações Exteriores da China revelou que apresentou um ‘forte protesto’ ao Japão após um incidente em que uma pessoa invadiu a embaixada chinesa em Tóquio, pulando o muro da propriedade.
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou em uma coletiva de imprensa regular no dia 24 que ‘houve um incidente em que uma pessoa que se identificou como membro da Força de Autodefesa invadiu a embaixada chinesa em Tóquio, pulando o muro’. Ele acrescentou: ‘Fizemos uma representação séria e protestamos veementemente junto à parte japonesa’.
O porta-voz continuou, dizendo que essa pessoa ameaçou matar diplomatas chineses em nome de Deus. Lin Jian criticou o incidente, afirmando que ‘ele viola gravemente a Convenção de Viena, ameaça seriamente a segurança pessoal dos diplomatas chineses e a segurança das instalações diplomáticas, sendo extremamente malicioso’.
Preocupações com extremismo e relações bilaterais
Lin Jian apontou que ‘isso demonstra a proliferação de ideias e forças de extrema-direita no Japão, e representa o perigo do novo militarismo‘. Ele também indicou que ‘isso mostra que o governo japonês está adotando políticas erradas em relação a questões centrais das relações sino-japonesas, como a história e Taiwan’.
Além disso, o porta-voz declarou que ‘o Japão falhou na gestão da Força de Autodefesa e não cumpriu suas obrigações de proteger as missões diplomáticas e o pessoal diplomático chinês’. Ele concluiu: ‘A China exige que o Japão investigue imediatamente, puna severamente os envolvidos e forneça uma resposta responsável’.
O incidente teria ocorrido na manhã do dia 24 no Japão, mas até o momento, os detalhes e o andamento do caso não foram divulgados na China.
Fonte: Japanese Joins