Atualmente no Japão, um número crescente de mulheres declara não querer se casar. Em 1980, a taxa de mulheres solteiras era de aproximadamente 4%, indicando que a maioria das mulheres acabava se casando. Hoje, essa taxa está em cerca de 23%, o que representa aproximadamente uma em cada quatro mulheres.
Muitas mulheres solteiras afirmam não desejar o casamento. No entanto, se surgisse um homem bonito, com alta renda, gentil e disposto a ajudar nas tarefas domésticas e na criação dos filhos — o chamado “homem ideal” —, elas provavelmente diriam: “Na verdade, eu quero me casar”. Em outras palavras, elas têm, sim, o desejo de se casar. O problema é que não conseguem encontrar um parceiro adequado. Não é que não queiram o casamento; elas simplesmente “não querem comprometer”.
No Japão, uma pesquisa que circulou nas redes sociais revelou que 72% das mulheres disseram que prefeririam permanecer solteiras a se casar com um “homem fraco” ou alguém que consideram ter um status inferior ao delas.
Curiosamente, o Japão é frequentemente descrito como uma sociedade dominada por homens, mas a linguagem utilizada pode ser reveladora: uma mulher solteira de baixa renda é simplesmente chamada de mulher, enquanto um homem solteiro de baixa renda é frequentemente rotulado de “homem fraco”.
A influência dos aplicativos de namoro
No passado, as oportunidades de conhecer parceiros em potencial eram limitadas, então as pessoas próximas muitas vezes pareciam mais atraentes. Após o casamento, muitos casais percebiam que a atração havia sido baseada em um mal-entendido. Hoje, no entanto, os aplicativos de namoro oferecem muito mais oportunidades para conhecer pessoas, permitindo que os usuários comparem muitos parceiros em potencial.
Como resultado, mais pessoas pensam que a próxima pessoa pode ser melhor, levando mais mulheres a dizer: “Não quero me casar se eu tiver que me comprometer”.
Fonte: NOJ, JCM