Em um momento aparentemente constrangedor no Salão Oval, na quinta-feira (19), o presidente dos EUA, Donald Trump, fez referência a Pearl Harbor em sua primeira reunião com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, após a vitória eleitoral esmagadora dela.
Questionado por um repórter japonês sobre por que os EUA não informaram aliados como o Japão antes de realizar os ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, o presidente dos EUA disse que foi para manter o elemento surpresa.
“Quem sabe melhor sobre isso. Por que você não me contou sobre Pearl Harbor? Vocês acreditam muito mais em surpresa do que eu’, disse Trump, referindo-se ao ataque surpresa japonês à Frota do Pacífico dos EUA em 1941, que resultou na morte de mais de 2,4 mil militares e levou os EUA à Segunda Guerra Mundial.
Reações e a justificativa estratégica
Sanae Takaichi pareceu respirar fundo e recostar-se em sua cadeira com uma expressão de desconforto.
Trump afirmou que o ataque surpresa ao Irã ajudou os EUA, acrescentando que “eliminou 50% do que antecipávamos” no país nos primeiros dois dias.
Cooperação no Estreito de Ormuz
Durante a reunião, Trump elogiou o Japão por “intensificar” os esforços para ajudar a garantir a segurança do Estreito de Ormuz, “ao contrário da Otan”.
Antes do encontro, o Japão, assim como Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Holanda, haviam divulgado um comunicado conjunto expressando sua prontidão para “contribuir com esforços apropriados para garantir a passagem segura pelo Estreito”.
Trump havia pedido ao Japão e a outros países que ajudassem a proteger o Estreito de Ormuz, mas Sanae Takaichi teria dito na segunda-feira (16) que não havia planos de enviar navios de guerra para escoltar embarcações no Oriente Médio.
Seu gabinete também afirmou em uma publicação no X que não havia “nenhum pedido específico dos Estados Unidos ao Japão para o envio de embarcações”.
Fonte: CNBC