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Desastres Naturais

Mais de 30 mil desabrigados e as cruciais 72 horas após o terremoto

Ainda há vítimas sob os escombros que precisam ser resgatadas o mais rápido possível. Mais de 30 mil pessoas estão nos abrigos das prefeituras.

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Redação

Atualizado em 04/01/2024

⏱ 2min de leitura
Konishi Sangyo - Empregos no Japão
Situação de calamidade em Ishikawa.
Casas desabadas na cidade de Suzu, em Ishikawa (FNN)

O secretário-chefe de gabinete, Yoshimasa Hayashi, informou que mais de 200 edificações desabaram com o Terremoto da Península de Noto, no primeiro dia do ano, principalmente nas cidades de Suzu e Wajima (Ishikawa).

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Lamentou que esse número possa aumentar pois há locais ilhados, cujas condições ainda não são do conhecimento das autoridades.

Também explicou que a partir das 6h de quarta-feira (3), são aproximadamente 32 mil pessoas evacuadas de suas casas, das províncias de Ishikawa e Niigata, e que estão nos abrigos locais.

Entrega de suprimentos

Em relação ao fornecimento de suprimentos às vítimas da catástrofe, Hayashi disse que os trabalhos de restauração de algumas rodovias progrediram até ao ponto em que veículos de 4 toneladas ou menos passam passar ao longo de algumas partes da rota terrestre. Disse também que os trabalhos também estão sendo acelerados para alargar as vias terrestres a fim de que permita a passagem de caminhões. Também está expandindo para as rotas marítimas para o envio de mercadorias.  

Situação de calamidade em Ishikawa.
Rodovia Noto Satoyama em Ishikawa, colapsada pelo terremoto, em vários trechos (FNN)

As pessoas que tiveram as casas parcialmente danificadas estão necessitando lona azul para proteção do frio e da chuva, mais do que a volta da eletricidade e água.

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Cruciais 72 horas

Nos locais afetados pelo desastre do Terremoto na Península de Noto, as atividades de resgate continuam, pois ainda há pessoas presas sob os escombros das edificações desabadas. As 72 horas após a ocorrência do terremoto são cruciais, pois a taxa de sobrevivência cai após esse tempo.  

Para piorar a situação, a baixa temperatura do inverno e a chuva que caiu na quarta-feira (3), não colaboram para a sobrevivência das vítimas soterradas, além do risco de desidratação, mais o estresse causado por ficar na escuridão.

No Grande Terremoto de Hanshin, em janeiro de 1995, há dados que mostram que a taxa de sobrevivência das pessoas resgatadas foi de 75% no primeiro dia, 24% no segundo dia, 15% no terceiro dia e 5% no quarto dia. 

Situação de calamidade em Ishikawa.
Casas destruídas pelo terremoto, em Suzu (FNN)
Fontes: FNN, e Sankei

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