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‘Papai guardou, papai gastou’: Justiça ordena devolver ¥1,9 milhão sacado da conta do filho

Um menino de 10 anos processou o pai que gastou sua poupança para fazer a festa do segundo casamento e ganhou a causa!

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Redação

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⁉O dinheiro sumiu? Justiça condena pai a devolver economias de ‘otoshidama’ que ‘pegou emprestado’ do filho.
Foto meramente ilustrativa (PM)

O tradicional presente de Ano Novo Lunar, equivalente ao “Otoshidama” japonês, virou caso de polícia e tribunal em Zhengzhou, na China.

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Um menino processou o próprio pai após descobrir que suas economias de uma vida inteira foram usadas para financiar… o novo casamento do patriarca.

O presente que virou processo

Xiaohui, de 10 anos, acreditava que suas economias estavam seguras. Ao longo dos anos, ele acumulou 82.750 yuans (aproximadamente R$ 63 mil ou ¥1.889.465) em presentes de parentes, depositados em uma conta aberta pelo pai. 

No entanto, após o divórcio dos pais e o novo matrimônio do progenitor, a surpresa: o saldo estava zerado. Sem qualquer autorização, o progenitor sacou o valor integral para custear as despesas de sua nova festa de casamento.

A defesa do pai: “O dinheiro veio dos meus amigos”

Envelope vermelho com dinheiro, presente do Ano Novo Lunar na China
Envelope vermelho com dinheiro, presente do Ano Novo Lunar na China (PM)

Ao ser questionado pelo filho e pela ex-esposa, o genitor apresentou uma justificativa comum em muitas famílias: alegou que, como o dinheiro foi dado por seus amigos e parentes, ele teria o direito de gerir os fundos como bem entendesse, prometendo devolvê-los apenas na maioridade do menino.

A Justiça chinesa, porém, foi implacável. Baseado no Código Civil, o tribunal decidiu que:

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  1. O presente é da criança: uma vez entregue, a propriedade pertence ao menor, não aos progenitores.
  2. Tutela não é posse: o papel dos pais é administrar o bem no interesse da criança, e não usá-lo para consumo próprio ou despesas pessoais.
  3. Sentença: o pai foi condenado a restituir cada centavo da poupança, incluindo os juros.

Uma batalha de adultos ou direitos da criança?

O caso incendiou as redes sociais na China. Enquanto muitos celebraram a vitória do menino, outros questionam se a ação não foi uma manobra da mãe após o divórcio. 

Independentemente das motivações familiares, a decisão cria um precedente importante: o dinheiro das crianças é intocável.

No Brasil, onde o hábito de “guardar” o dinheiro dos filhos é comum, o caso levanta a questão: até onde vai o direito dos progenitores sobre os presentes financeiros recebidos pelos filhos?

Fontes: Karapaia e Oddity

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