A Lufthansa encerrou as operações de sua subsidiária CityLine devido ao aumento significativo dos preços do querosene, resultado da crise no Oriente Médio iniciada no final de fevereiro.
A companhia aérea alemã anunciou que os 27 aviões operacionais da CityLine serão permanentemente removidos de seu programa de voos.
A decisão, que entrou em vigor no dia 18 de abril, visa reduzir as perdas da subsidiária deficitária. A Lufthansa destacou que as aeronaves Canadair CRJ estão no fim de sua capacidade operacional técnica e têm custos operacionais elevados.
Além disso, a Lufthansa está reduzindo sua capacidade de voos de longa distância, mantendo apenas seis aeronaves intercontinentais ao final do cronograma de voos de verão.
Os últimos quatro Airbus A340-600 deixarão a frota em outubro, marcando o fim deste tipo de aeronave na companhia, com um adeus definitivo planejado para o próximo ano.
Impactos e ajustes estratégicos
O consumo de querosene das companhias aéreas de passageiros do grupo Lufthansa está protegido em cerca de 80%, considerando os preços do petróleo bruto.
No entanto, os 20% restantes ainda precisam ser adquiridos a preços de mercado significativamente elevados, o que a empresa planeja reduzir em cerca de 10%.
Till Streichert, diretor financeiro da Lufthansa Group, afirmou que o pacote para implementação acelerada de medidas de frota e capacidade é inevitável devido ao aumento acentuado dos custos de querosene e à instabilidade geopolítica.
O objetivo é focar nas plataformas de curta e média distância para torná-las mais competitivas.
Streichert ressaltou que a remoção da CityLine já fazia parte do desenvolvimento estratégico da empresa, independentemente da crise atual.
A crise apenas antecipou a implementação dessa medida, que é um passo doloroso, especialmente para os colegas da CityLine. A Lufthansa está empenhada em encontrar oportunidades de emprego contínuas dentro do grupo.
A CityLine foi fundada em 1963, apenas cinco anos após a Lufthansa.
Fonte: MSN



