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Japão fica no 62º lugar em ranking global de liberdade de imprensa

O Japão subiu para a 62ª posição no ranking da Repórteres Sem Fronteiras, superando os Estados Unidos, que caíram para o 64º lugar.

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Konishi Sangyo - Empregos no Japão
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Repórteres Sem Fronteiras: Japão melhora posição no ranking
Repórteres Sem Fronteiras: Japão melhora posição no ranking (imagem ilustrativa/PM)

O Japão alcançou a 62ª posição entre 180 países e regiões no ranking anual de liberdade de imprensa, divulgado na quinta-feira (30) pela organização Repórteres Sem Fronteiras.

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O resultado representa uma leve melhora em relação ao ano anterior, permitindo que o país superasse os Estados Unidos na lista.

Enquanto o Japão avançou da 66ª para a 62ª colocação, os Estados Unidos registraram uma queda de sete posições, saindo do 57º lugar em 2025 para o 64º. A Noruega mantém a liderança do ranking, elaborado pelo grupo sediado em Paris, pelo décimo ano consecutivo.

No cenário do Leste Asiático, Taiwan ocupa a 28ª posição e a Coreia do Sul a 47ª. Em contrapartida, China e Coreia do Norte permanecem nas últimas colocações, em 178º e 179º, respectivamente, enquanto Hong Kong aparece em 140º.

O Brasil ficou na 52ª posição.

Desafios estruturais e o sistema de clubes

A Repórteres Sem Fronteiras avalia que, no Japão, “os princípios de liberdade de mídia e pluralismo são geralmente respeitados”.

Contudo, a organização ressalta que fatores como pressão política e desigualdade de gênero “frequentemente impedem que jornalistas cumpram plenamente seu papel de fiscalizadores”.

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O grupo também critica o onipresente sistema de “kisha club” (clubes de imprensa), onde repórteres designados para organizações específicas formam grupos exclusivos. Segundo a entidade, esse modelo é um obstáculo contínuo ao acesso à informação:

  • Conferências de imprensa com autoridades são frequentemente limitadas apenas aos membros dos clubes.
  • O acesso seletivo reforça hierarquias dentro das organizações de mídia.
  • O sistema pode incentivar a autocensura entre os profissionais.

Sobre os Estados Unidos, a organização descreve um “declínio significativo e prolongado” na liberdade de imprensa. O retorno de Donald Trump à presidência em janeiro de 2025 é apontado como um fator que “exacerbou grandemente a situação”.

O grupo destaca esforços para censurar dados governamentais, desmantelar emissoras públicas e silenciar críticos através do uso de agências governamentais como práticas prejudiciais.

Globalmente, a análise indica que a liberdade de imprensa atingiu o nível mais baixo em 25 anos, com a maioria dos países pesquisados caindo nas categorias “difícil” ou “muito séria” pela primeira vez.

Fonte: JT

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