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Cotidiano

Olhar com o coração: meu encontro com o Brasil na Expo Osaka

A autora compartilha suas impressões sobre a Expo Osaka, mencionando a palestra do ministro Barroso e a experiência no Pavilhão do Brasil, que a emocionou e despertou um sentimento de orgulho e esperança em relação ao futuro.

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Vanessa Handa (espaço empreendedor Consulado de Hamamatsu), Thiago Namekata (Expo), Gilberto Yoshinaga (jornalista), Thiago Higa (Restart Podcast), embaixador Aldemo Garcia (Cônsul de Hamamatsu), Rosangela Lesnock (escritora, Acha Fácil Podcast), Célio Tikashi Nakahara (UNINTER Japão), Célia Takano Miura
Vanessa Handa (espaço empreendedor Consulado de Hamamatsu), Thiago Namekata (Expo), Gilberto Yoshinaga (jornalista), Thiago Higa (Restart Podcast), embaixador Aldemo Garcia (Cônsul de Hamamatsu), Rosangela Lesnock (escritora, Acha Fácil Podcast), Célio Tikashi Nakahara (UNINTER Japão), Célia Takano Miura (funcionária do Consulado de Hamamatsu)

Tenho acompanhado, mesmo à distância, os tantos comentários bons, ruins e, por vezes, apressados, sobre o Pavilhão do Brasil na Expo Osaka.

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A cada nova opinião, minha curiosidade crescia. E o inesperado aconteceu: surgiu a oportunidade de estar ali, presencialmente, para assistir à palestra do ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal sobre: “Estabilidade Institucional, Segurança Jurídica e Ambiente de Negócios”

Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal
Ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal (Rosangela Lesnock)

Foi uma palestra que não só preencheu os ouvidos, mas alimentou a alma. Inteligente, sensível, necessária. Um convite à reflexão sobre o nosso papel no mundo e o futuro que desejamos construir.

‘Foi uma palestra que não só preencheu os ouvidos, mas alimentou a alma’
‘Foi uma palestra que não só preencheu os ouvidos, mas alimentou a alma’ (Rosangela Lesnock)

Depois, segui para o tão comentado pavilhão brasileiro. E é sobre esse momento que quero dividir com vocês.

Logo na entrada, entre os grandes bonecos infláveis, algo me tocou. As cores se transformavam, os personagens murchavam e se reerguiam, como o próprio Brasil, que cai, respira fundo e se levanta. Uma cena que, para alguns, pode parecer simples. Mas, se olharmos com o coração, e não apenas com olhos críticos, é impossível sair dali indiferente.

Escritora Rosangela Lesnock
Escritora Rosangela Lesnock

Na sala seguinte, um mergulho em cores vibrantes, sons envolventes, ritmos que contagiam. Um Brasil que dança, que pulsa, que vive. Um Brasil que resiste com alegria, afeto e coragem.

É verdade que, pela Expo, encontramos pavilhões grandiosos, com tecnologia de ponta e design futurista. Mas também encontramos espaços menores, que surpreendem não pelo tamanho, mas pela alma que carregam.

Embaixador Adelmo Garcia (cônsul de Hamamatsu), ministro Luís Roberto Barroso (presidente do STF), Rita Nolasco (procuradora da Fazenda Nacional) e Rosangela Lesnock
Embaixador Adelmo Garcia (cônsul de Hamamatsu), ministro Luís Roberto Barroso (presidente do STF), Rita Nolasco (procuradora da Fazenda Nacional) e Rosangela Lesnock (escritora, CEO Acha Fácil Podcast)

E o Brasil? O nosso Brasil emociona. Porque ele toca.

Nosso pavilhão é mais que uma estrutura. É uma metáfora viva. Ao ver os bonecos infláveis murcharem e inflarem novamente, uma pergunta ecoou: e se um dia nos faltar ar puro para respirar?

Ali, percebi: o pavilhão é um grito silencioso. Um alerta poético. Uma celebração da vida. Um chamado à consciência. Ele não quer apenas ser visto. Quer ser sentido.

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É preciso ir além da estética. É preciso mergulhar no propósito. E o nosso pavilhão tem um: lembrar ao mundo e a nós mesmos que é hora de cuidar do planeta, do outro, de nós.

Senti orgulho. Senti pertencimento. Senti esperança.

Nem sempre o mais tecnológico é o mais tocante. Nem sempre o mais exuberante é o mais verdadeiro. Muitas vezes, é na simplicidade que mora a maior das grandezas.

Antes de julgar, convido você a visitar. Mas vá de peito aberto. Vá com os olhos da alma. Vá disposto a sentir.

Porque o Brasil, mesmo quando se apresenta em forma de “caixa”, carrega dentro de si um universo inteiro de surpresas, reflexões e vida.

Parabéns aos idealizadores. Nosso pavilhão não é uma caixa. É um abraço.

Por Rosangela Lesnock

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