China exige retratação da declaração de Takaichi sobre ‘contingência em Taiwan’ na ONU
| Ásia
O embaixador da China na ONU exigiu que Sanae Takaichi se retrate sobre sua fala em relação a Taiwan. A situação está cada vez mais tensa, pois Pequim afirma que o Japão perturba a paz global.

Sanae Takaichi (reprodução) e Xi Jinping (IA)
O embaixador da China na ONU exigiu uma retratação da resposta da primeira-ministra Sanae Takaichi à Dieta sobre a “contingência em Taiwan” em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU.
“A China não busca apenas um simples ‘pedido de desculpas’ do Japão. Seu objetivo é garantir uma vantagem abrangente por meio de uma vitória decisiva na comunidade internacional”, escreveu o jornal sul-coreano Chosun.
Em relação às repetidas afirmações do embaixador chinês na ONU, o embaixador japonês, Kazuyuki Yamazaki, declarou que “as afirmações da China são contrárias aos fatos e carecem de evidências”, indicando uma resposta calma por meio do diálogo.
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Na segunda-feira (15), o Conselho de Segurança da ONU se reuniu para discutir a escolha do próximo Secretário-Geral da ONU, entre outros assuntos.
Nessa reunião, o embaixador da China na ONU, Fu Cong, classificou a fala da primeira-ministra japonesa como “uma interferência descarada nos assuntos internos do país“, exigindo uma retratação. Ele, então, afirmou que “Taiwan é parte inseparável do território chinês”.
Fu Cong continuou a criticar o Japão, tendo enviado duas cartas ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, desde o mês passado, exigindo a retratação de suas declarações.
Para China, Japão poderá ser visto como “Estado perigoso”
Ao condenar o Japão perante a comunidade internacional, Pequim busca bloquear preventivamente uma possível intervenção japonesa em futuras questões relacionadas a Taiwan e restringir fundamentalmente a cooperação em segurança entre os EUA e o Japão, delineando uma “grande estratégia”, analisou a matéria do Chosun.
A liderança chinesa tem priorizado documentos e normas históricas em vez de impor sanções econômicas extremamente severas contra o Japão em meio ao conflito. Primeiramente, citando o Comunicado Conjunto Sino-Japonês de 1972, argumentou que Tóquio deve defender o princípio de “Uma Só China”. Enfatizou o princípio da não interferência em assuntos internos estipulado no Tratado de Paz e Amizade Sino-Japonês de 1978.
Além disso, invocando a Declaração de Potsdam (1945), que estipula a renúncia do Japão a Taiwan, interpretou-se que a questão da “soberania sobre Taiwan” já foi resolvida. Por fim, com base na Carta da ONU, classificou-se as declarações de Takaichi como uma “ameaça de força” e pressiona para que sejam condenadas como violações do direito internacional.
A razão pela qual o Ministério das Relações Exteriores da China recorreu a esses documentos antigos é elevar a questão de Taiwan, mencionada pelo Japão, a um ponto que abala a “ordem internacional pós-guerra”. Se essa estrutura for estabelecida, o Japão não será mais visto apenas como um país que provocou a China, mas como um Estado perigoso que perturba a paz global.
Se Takaichi retirar suas declarações ou se desculpar, como exige a China, Pequim obterá uma poderosa carta diplomática.
Fontes: NHK e Chosun







