Japão inicia uso dos exossomos para tratar osteoartrite do joelho
Equipe japonesa inova no tratamento da osteoartrite do joelho que acomete metade da população acima de 50 anos, usando exossomos.

Exossomos para tratamento de doença (NHK)
Um grupo de pesquisa de um hospital na província de Kanagawa iniciou o primeiro estudo clínico no Japão para testar se os exossomos, uma substância que se acredita promover a regeneração tecidual, são eficazes no tratamento da osteoartrite do joelho, uma condição que afeta cerca de uma em cada duas pessoas com mais de 50 anos.
O grupo de pesquisa do Hospital Geral Tokushukai Shonan Kamakura, na cidade de Kamakura (Kanagawa), fez o anúncio em uma coletiva de imprensa na terça-feira (17).
A osteoartrite do joelho é uma doença na qual a cartilagem do joelho se desgasta com a idade, causando deformação e inflamação. Como o número de pacientes com essa doença crônica e degenerativa é elevado, o uso dos exossomos é uma esperança.
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Da estética de rejuvenescimento aos joelhos
Os exossomos extraídos de meio de cultura de células humanas foram administrados ao primeiro paciente. Acredita-se que promovam a regeneração tecidual, conforme relatado em experimentos com animais, que demonstraram reparo da cartilagem.
Um número crescente de clínicas oferece o tratamento eletivamente para fins estéticos e outros, mas, segundo o grupo, este é o primeiro estudo clínico no Japão a confirmar cientificamente sua eficácia nessa doença que afeta os joelhos.
O tratamento será conduzido em cinco pacientes este ano para confirmar sua segurança, e a equipe também avaliará se ele alivia a dor e melhora a mobilidade do joelho.
O diretor do Hospital Geral Shonan Kamakura, Shuzo Kobayashi, afirmou: “Como esta é uma doença que tem um grande impacto na vida dos adultos mais maduros e idosos, esperamos usar esta pesquisa como uma oportunidade para aplicá-la a muito mais pacientes.”
O que são exossomos
Exossomos são pequenas vesículas extracelulares (30-160 nm) produzidas por células que atuam como mensageiros intercelulares, carregando proteínas, RNA e lipídios.
Na dermatologia estética, são usados para rejuvenescimento, cicatrização e tratamento capilar devido ao seu alto poder regenerativo e anti-inflamatório, frequentemente aplicados após procedimentos como microagulhamento ou lasers para facilitar a penetração na pele.
Os exossomos estimulam a produção de colágeno e elastina, combatendo sinais de envelhecimento e melhorando a textura da pele.
Fonte: NHK







