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Conflito escala: Israel mata chefe de inteligência do Hezbollah

O ataque do Hezbollah a Haifa, em Israel, é apresentado como o gatilho, enquanto a morte do líder de inteligência é uma consequência estratégica.

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Redação

Atualizado em 03/03/2026

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Israel
Foto ilustrativa do grupo Hezbollah (Wikimedia)

O Oriente Médio entrou em uma nova e perigosa fase de hostilidades. Após o grupo libanês Hezbollah lançar mísseis e drones contra a cidade de Haifa, em Israel, as Forças de Defesa de Israel (FDI) responderam com uma ofensiva de larga escala que resultou na morte do chefe de inteligência do Hezbollah, segundo informações confirmadas pela CNN, na madrugada de terça-feira (3), horário de Tóquio.

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Esta morte representa um ponto de inflexão estratégico. A eliminação do chefe de inteligência (identificado como Hussein Makled) ocorre em um momento em que a estrutura de comando do Hezbollah já estava operando de forma descentralizada após a perda de Hassan Nasrallah e de seu sucessor direto, Hashem Safieddine.

Com a inteligência do Hezbollah desmantelada, há o temor de que o grupo use táticas de “terra arrasada” no sul do Líbano, o que pode atingir infraestruturas de cabos submarinos ou rotas de navegação que ligam a Ásia à Europa.

A quebra do silêncio e a morte de Khamenei

O ataque do Hezbollah marca o fim de um cessar-fogo fragilizado, costurado em novembro de 2024. Em comunicado, o grupo xiita classificou a ação contra defesas antimísseis israelenses como uma “resposta de advertência” a 15 meses de violações territoriais por parte de Tel Aviv.

O grupo também declarou que a ofensiva é uma retaliação direta pelo “sangue puro” do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto recentemente em uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel.

Resposta de Israel: alvos estratégicos e decapitação

A reação de Israel foi imediata e cirúrgica. Além de bombardeios nos subúrbios de Beirute e no sul do Líbano, a confirmação da morte do chefe de inteligência do grupo representa um duro golpe logístico e estratégico para o Hezbollah, que já havia perdido seu secretário-geral, Hassan Nasrallah, em meses anteriores.

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As FDI afirmaram, em nota, que o Hezbollah “pagará um preço alto” por atingir áreas civis e que a intensidade dos ataques aumentará. “Estamos visando importantes operativos, quartéis-generais e a infraestrutura terrorista”, declarou o comando militar israelense.

Crise interna no Líbano

A escalada gera pânico na população civil e fraturas políticas no governo libanês. O presidente do Líbano, Joseph Aoun, condenou a ação do Hezbollah, acusando o grupo de utilizar o país como “plataforma para guerras por procuração” que expõem a nação a perigos existenciais.

Enquanto Israel ordena a evacuação de civis no sul do Líbano antes de novas ondas de bombardeios, a comunidade internacional observa com temor a possibilidade de uma guerra total que envolva diretamente o Irã, agora sem sua principal liderança religiosa e com seus aliados sendo desmantelados em solo libanês.

Fontes: Agência Brasil e CNN

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