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Apesar dos smartphones, calculadoras mantêm forte demanda no mercado japonês

Mesmo com o avanço de smartphones e computadores, as calculadoras continuam sendo um item popular no Japão e no exterior, impulsionadas pela conveniência e inovação contínua dos fabricantes.

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Demanda por calculadoras persiste no Japão e exterior
Demanda por calculadoras persiste no Japão e exterior (imagem ilustrativa/PM)

Apesar da onipresença de computadores e smartphones, as calculadoras continuam a ser um item de grande popularidade no Japão e em outros países.

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Sua conveniência inegável e a constante inovação dos fabricantes para acompanhar as tendências e impulsionar a demanda garantem sua relevância no mercado.

Para celebrar 60 anos desde o lançamento de sua primeira calculadora em 1965, a Casio Computer lançou, na quinta-feira (9), 650 unidades limitadas.

Estas peças exclusivas são adornadas com laca japonesa, pintadas à mão por artesãos de Echizen, e foram lançadas com um preço sugerido de ¥99 mil (aproximadamente $625).

Em janeiro, a Casio já havia lançado calculadoras decoradas com a renomada série “Fugaku Sanjurokkei” (Trinta e Seis Vistas do Monte Fuji) do artista de xilogravura ukiyo-e, Katsushika Hokusai.

Estes modelos registraram fortes vendas em museus de arte e lojas de aeroportos, demonstrando o apelo da fusão entre tecnologia e cultura.

Outras gigantes como a Sharp e a Canon também mantêm uma produção contínua de calculadoras, sustentadas por uma demanda sólida de profissionais de negócios e estudantes que buscam qualificações, para os quais a precisão e a simplicidade são cruciais.

O desenvolvimento de novos modelos é uma resposta direta às necessidades da era moderna. Durante a pandemia de covid-19, por exemplo, foram lançados tipos antibacterianos.

Para o mercado europeu, onde a consciência ambiental é elevada, a inovação se manifesta no uso de plástico reciclado na fabricação.

A evolução histórica das calculadoras no Japão

A Sharp foi a primeira empresa japonesa a lançar uma calculadora, em 1964. O modelo pioneiro, transistorizado, pesava impressionantes 25 quilos e era vendido por ¥535 mil, um valor significativo para a época.

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Na década de 1970, houve uma corrida entre os fabricantes para produzir calculadoras menores e mais baratas. Alguns modelos inovadores foram equipados com recursos como lanternas ou até mesmo jogos, ampliando seu apelo para além da função básica.

Mercado atual e a persistência da demanda

De acordo com a Japan Business Machine and Information System Industries Association, os envios anuais de calculadoras no Japão por grandes fabricantes diminuíram para cerca de 3 milhões de unidades nos anos 2020, em comparação com aproximadamente 15 milhões de unidades no final da década de 1990.

No entanto, as exportações têm-se mantido estáveis em 40 milhões de unidades nos últimos anos.

Esse sucesso se deve, em grande parte, à popularidade das calculadoras eletrônicas científicas para uso educacional e das calculadoras com função de impressão de recibos, muito procuradas por varejistas.

Um representante da Sharp afirmou que as calculadoras sobrevivem “por causa de sua usabilidade e visibilidade, bem como a simplicidade de funções em comparação com smartphones”, destacando a praticidade como um diferencial.

Tomoaki Sato, gerente geral sênior da divisão de educação da Casio, reforçou o compromisso da empresa, afirmando que a Casio continuará a produzir calculadoras alinhadas com a diversificação da demanda, garantindo que o legado e a inovação deste dispositivo essencial perdurem.

Fonte: JT

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