O impacto do fechamento efetivo do Estreito de Ormuz está se espalhando pelas indústrias de exportação do Japão, prejudicando montadoras e outras empresas dependentes das rotas comerciais do Oriente Médio.
Em um pátio de armazenamento de carros usados no Japão, fileiras de veículos de luxo, como Lamborghini e Ferrari, aguardam para exportação.
Takashi Nakano, da Japan Carrier, afirmou que os veículos são unidades em estoque destinadas ao mercado árabe no Oriente Médio.
“Carros de luxo com volante à esquerda são especialmente populares na região”, disse Nakano.
O Oriente Médio é um mercado crucial para automóveis, sendo que, no ano passado, o principal destino das exportações de carros usados do Japão foi os Emirados Árabes Unidos.
Além da forte demanda por veículos de luxo, a região serve como um centro de reexportação para a África. Contudo, o fechamento do Estreito de Ormuz tornou os embarques diretos difíceis. A interrupção também afeta as exportações de veículos novos.
Desafios logísticos e alternativas
A Toyota Motor informou na segunda-feira (27) que suas exportações para o Oriente Médio em março caíram quase pela metade em relação ao ano anterior.
A Nissan Motor também reportou uma queda de cerca de 17%. As empresas buscam agora rotas alternativas para manter o fluxo de mercadorias.
Nakano explicou que as embarcações estão atracando em portos em Omã antes do Estreito de Ormuz, com a carga sendo transportada por terra para os Emirados Árabes Unidos.
A exportadora de carros usados abriu rotas de transporte substitutas através de dois portos em Omã. A Nissan também desenvolveu múltiplas rotas, incluindo aquelas que passam pelo Mar Vermelho.
Takuma Matsuda, professor de economia na Universidade de Kanagawa, afirmou que os custos de transporte, prêmios de seguro e taxas de frete terrestre são naturalmente mais altos do que nas rotas padrão.
Se os custos adicionais continuarem a subir, eles provavelmente serão repassados aos preços de varejo, alertou.
As empresas japonesas se esforçam para evitar que as exportações caiam a zero, mas a busca por alternativas viáveis deve continuar.
Fonte: NOJ, TBS



