Autoridades japonesas iniciaram discussões formais para implementar medidas contra a compra e venda indevida de corporações religiosas, prática que tem sido utilizada para facilitar a sonegação de impostos e outros tipos de abusos.
O cenário atual aponta para um aumento no número de organizações no Japão que não possuem atividades reais, motivado pela diminuição do número de fiéis e pela escassez de sucessores.
Essa fragilidade tem gerado uma série de crimes, incluindo a evasão fiscal, que exploram diretamente os benefícios tributários concedidos a essas instituições.
Na segunda-feira (27), a Agência para Assuntos Culturais realizou sua primeira reunião com representantes da Agência Nacional de Impostos, da Agência Nacional de Polícia, governos provinciais e outros órgãos para debater o problema.
Combate a corretores e fraudes
A vice-comissária para Assuntos Culturais, Mariko Kobayashi, enfatizou que situações que comprometem a confiança nas corporações religiosas como um todo não podem ser toleradas.
Ela destacou a atuação de “corretores” e terceiros mal-intencionados que facilitam o uso indevido dessas entidades.
Durante o encontro, os participantes foram informados sobre casos específicos e sobre a existência de sites que promovem ativamente a compra e venda dessas corporações como uma estratégia de economia tributária.
A Agência para Assuntos Culturais reforçou que a negociação dessas entidades com o objetivo de obter vantagens fiscais é considerada um ato de evasão da lei.
Para enfrentar o problema, a agência está realizando uma pesquisa via questionários com cerca de 18 mil corporações religiosas, o que representa 10% do total nacional, visando avaliar a extensão das transações.
O plano é compilar diretrizes para prevenir abusos até o final deste ano, trabalhando em conjunto com a Agência Nacional de Impostos e a Agência Nacional de Polícia.
Fonte: NHK



