A Indonésia firmou um acordo para emprestar um par reprodutor de dragões-de-komodo, espécie ameaçada de extinção, para um zoológico no Japão. O contrato, assinado na quarta-feira (29), tem duração de cinco anos e é renovável, com foco declarado na conservação da espécie.
Em contrapartida, o zoológico de Surabaya, na Indonésia, receberá do iZoo, localizado em Kawazu (Shizuoka), os seguintes animais:
- Um par de pandas-vermelhos
- Um par de girafas
- Quatro tartarugas-gigantes-de-aldabra
- Duas fêmeas de macacos-japoneses
“Este não é apenas um intercâmbio de animais. É uma ponte entre nossos dois países, Japão e Indonésia”, afirmou o diretor do iZoo, Tsuyoshi Shirawa, durante a cerimônia de assinatura.
Polêmica e objetivos de conservação
A organização de direitos animais PETA manifestou forte oposição ao projeto. Jason Baker, presidente da PETA Asia, declarou que qualquer descendente dos dragões nascido no Japão estará “condenado a uma vida de confinamento”.
Para a organização, a verdadeira conservação deve ocorrer nos habitats naturais, e não através de exportações motivadas por relações públicas ou ganhos políticos.
O Ministério do Meio Ambiente da Indonésia reiterou que a conservação no habitat natural permanece como a “principal prioridade”.
Ahmad Munawir, oficial florestal indonésio, destacou que a cooperação visa incentivar o turismo no Parque Nacional de Komodo, permitindo que visitantes testemunhem os animais em seu ambiente original.
O transporte dos répteis é permitido sob as regras do pacto CITES, que regula o comércio internacional de espécies ameaçadas, desde que destinado a programas de reprodução não comerciais.
Os dragões-de-komodo, que podem atingir 3 metros de comprimento e pesar até 90Kg, enfrentam riscos severos devido à destruição de habitat, mudanças climáticas e conflitos com humanos.
Segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza, a população global da espécie era de aproximadamente 3.458 em 2019.
O zoológico de Surabaya, que já reproduziu dezenas de dragões em condições que imitam seu lar natural, será o responsável pelo envio dos animais, consolidando um memorando de entendimento assinado pelos governos no mês passado.
Fonte: JT



