A China solicitou formalmente que o Japão seja impedido de adquirir armas nucleares durante a conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP), que ocorre na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, nos EUA.
Na quarta-feira (29), Sun Xiaobo, chefe do Departamento de Controle de Armas do Ministério das Relações Exteriores da China, afirmou que autoridades de um determinado país expressaram publicamente a intenção de possuir armamento nuclear.
Sun alegou que o Japão estaria pressionando pela revisão de sua Constituição pacifista e pela reavaliação dos seus Três Princípios Não Nucleares, defendendo que a aquisição de armas nucleares pelo país deve ser resolutamente evitada.
Resposta diplomática e compromissos do Japão
Em resposta, a embaixadora do Japão na Conferência sobre Desarmamento, Tomiko Ichikawa, refutou as alegações chinesas. Ela reiterou que o governo japonês mantém estrita adesão à política dos Três Princípios Não Nucleares.
Ichikawa destacou que, como o único país a ter sofrido bombardeios atômicos em tempos de guerra, o Japão continuará colaborando com a comunidade internacional em prol de um mundo livre de armas nucleares.
A China, contudo, contra-argumentou afirmando que o Japão mantém estoques de plutônio que excedem as necessidades civis. Em sua defesa, a embaixadora Ichikawa negou a existência de qualquer irregularidade, afirmando que não há problemas relacionados à não proliferação nuclear no país.
Fonte: NHK