O secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, realizará uma visita de três dias ao Japão a partir do dia 11. O objetivo central é a realização de reuniões individuais com a primeira-ministra Sanae Takaichi, a ministra das Finanças Satsuki Katayama e o presidente do Banco do Japão, Kazuo Ueda.
Segundo fontes diplomáticas, o foco principal será o combate à venda especulativa do iene.
Antes de seguir para Pequim, onde participará de um encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, Bessent passará pelo Japão para alinhar pautas estratégicas. Além da questão cambial, a agenda inclui:
- Segurança econômica e fornecimento de energia;
- Aquisição de terras raras;
- Possíveis desdobramentos da situação no Irã.
Monitoramento cambial e riscos financeiros
Em 30 de abril, o governo e o Banco do Japão realizaram uma intervenção de compra de ienes e venda de dólares pela primeira vez em um ano e nove meses, fazendo a moeda saltar de 160 ienes para 155 ienes por dólar.
O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou estar em ‘contato próximo’ com o Japão, sinalizando tolerância à medida. Bessent tem demonstrado cautela prolongada com a venda especulativa da moeda japonesa.
Em janeiro, o Tesouro dos EUA iniciou uma verificação de taxa, passo anterior à intervenção, destacando que a ação foi liderada pelo próprio Bessent, e não por solicitação do governo japonês.
As autoridades monetárias observam com atenção o fenômeno atual onde a alta de juros no Japão ocorre simultaneamente à desvalorização do iene.
Normalmente, juros mais altos atrairiam investimentos, mas a combinação atual pode fortalecer movimentos especulativos e induzir a venda de títulos do Tesouro dos EUA.
Por fim, a visita também abordará a indústria de terras raras. Os EUA buscam coordenar estratégias com o Japão e a União Europeia (EU) para reduzir a dependência de produtos chineses, incluindo a aplicação de tarifas e subsídios.
Bessent, conhecido por ser um entusiasta do Japão, já visitou o país mais de 50 vezes, incluindo seu período como gestor de fundos de hedge.
Fonte: Nikkei



