A polícia do Sri Lanka efetuou a prisão de um dos monges budistas de maior hierarquia do país, sob a acusação de agressão sexual contra uma menina de 11 anos.
Pallegama Hemarathana Thero, 71, guardião de oito locais sagrados no país, foi detido no sábado em um hospital privado na capital, Colombo.
O religioso foi encaminhado à prisão sob acusações de estupro repetido e agressão sexual contra uma menor, ocorridos em 2022 dentro de um templo em Anuradhapura.
Ele ocupa o cargo de sacerdote principal de Anuradhapura, um local considerado Patrimônio Mundial da Unesco, situado a cerca de 200Km ao norte de Colombo.
Desdobramentos e investigações
Segundo o jornal Daily News Sri Lanka, a mãe da jovem, que atualmente possui 15 anos, também foi presa sob a acusação de ter sido cúmplice nos abusos.
“Nós seremos guiados pelo magistrado para as próximas ações”, declarou a polícia em comunicado oficial. O magistrado-chefe de Anuradhapura, Siyapath Sasidu Wickramaratne, determinou que o monge seja transferido para o hospital da prisão de Colombo.
Pallegama Hemarathana ainda não se manifestou publicamente sobre as alegações e deverá comparecer ao tribunal pela primeira vez na terça-feira (12).
O magistrado também impôs ao monge uma proibição de viagem, após autoridades de proteção à criança alegarem que houve atrasos na efetivação de sua prisão.
As denúncias surgiram após uma queixa registrada na polícia local no dia 6 de março, referente ao suposto sequestro e detenção de uma menor. Após a prisão de um suspeito e o encaminhamento da jovem a um centro de acolhimento, entrevistas revelaram as alegações de abuso sexual prolongado.
Embora existam registros históricos de casos de abuso infantil por parte do clero no Sri Lanka, Pallegama Hemarathana é o monge de maior patente a enfrentar tais acusações.
Ele é o guardião principal de uma árvore sagrada, que se acredita ter crescido a partir de uma muda da árvore Bodhi, sob a qual o Buda teria alcançado a iluminação há mais de 2.500 anos.
Fonte: The Independent



