O Japão está diversificando as rotas de navegação para o transporte de petróleo bruto vindo do Oriente Médio, em resposta ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz.
A medida visa garantir a segurança energética do país diante da instabilidade contínua na região, incluindo planos para buscar novas fontes de suprimento nos Estados Unidos e na Rússia.
De acordo com Hidenori Watanabe, professor da Universidade de Tóquio, que analisou dados de rastreamento de navios, 15 navios provenientes do Oriente Médio e do Norte da África estavam a caminho do Japão no dia 5 de maio, às 8h. A frota é composta por:
- 11 navios de petróleo bruto;
- 3 transportadores de produtos químicos e derivados de petróleo;
- 1 transportador de gás natural liquefeito.
Algumas dessas embarcações já chegaram ao Japão. O Porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, localizado no Golfo de Omã, foi o ponto de partida mais comum, utilizado por sete dos 15 navios.
Embora seja um centro logístico para rotas alternativas que não cruzam o estreito, houve relatos de um ataque iraniano que causou um incêndio na área no dia 4 de maio.
Estratégias de desvio e novas rotas
Além de Fujairah, dois grandes navios partiram de Yanbu, um centro logístico ao longo do Mar Vermelho, na Arábia Saudita.
Adicionalmente, três navios estão navegando do Mar Mediterrâneo em direção ao Japão através do Canal de Suez e do Mar Vermelho, com parte da carga aparentemente carregada na Argélia.
“Desde o final de abril, os navios com destino ao Japão têm utilizado rotas diversificadas com maior frequência”, afirmou Hidenori Watanabe. “Os esforços estão progredindo para aumentar o uso de rotas que não passam pelo Estreito de Ormuz ou que utilizam bases fora da zona de bloqueio”.
Entre os 15 navios monitorados está o Idemitsu Maru, o único petroleiro relacionado ao Japão que cruzou o estreito bloqueado vindo do Golfo Pérsico.
A embarcação, afiliada à distribuidora de petróleo Idemitsu Kosan, tem chegada prevista ao Porto de Nagoia, no centro do Japão, no dia 23 de maio, após uma escala no Sri Lanka.
Fonte: JT



