A Suzuki alcançou um marco histórico ao superar a Honda em vendas globais pela primeira vez, tornando-se a segunda maior montadora do Japão, ficando atrás apenas da Toyota. Este é o desempenho mais expressivo da marca desde que iniciou a fabricação de veículos em 1955.
De acordo com dados da Nikkei Asia, a Suzuki comercializou 3,55 milhões de veículos no ano fiscal japonês, encerrado em 31 de março de 2026, representando um aumento de 7% em relação ao ano anterior.
Em contrapartida, a Honda reportou 3.371.664 unidades vendidas no mesmo período, registrando seu primeiro prejuízo financeiro anual desde que abriu seu capital em 1957.
Durante a conferência de resultados, o presidente Toshihiro Suzuki declarou: “Não estamos agindo para nos tornarmos o número dois; nossa missão é construir e vender carros que as pessoas abracem”.
A empresa reportou um aumento de 6% no lucro líquido consolidado, atingindo o recorde de 439,2 bilhões de ienes, com uma receita de 6,29 trilhões de ienes, um crescimento de 8%.
Estratégia de mercado e resiliência
A Suzuki manteve-se imune a diversos obstáculos que afetaram suas rivais japonesas nos últimos 12 meses, principalmente por não operar nos dois maiores mercados automotivos do mundo: China e Estados Unidos.
Essa ausência permitiu que a marca evitasse as dificuldades com veículos elétricos (VEs) enfrentadas por Honda, Nissan, Mazda, Mitsubishi e Toyota na China, além de escapar das complexas tarifas alfandegárias que impactaram montadoras como Ford e General Motors nos EUA.
Apesar do sucesso, a empresa prevê que será impactada pelo conflito no Oriente Médio, com um aumento nos custos da cadeia de suprimentos que deve afetar os lucros no próximo ano. No Japão, a marca mantém sua força graças à ampla gama de “kei cars” (carros compactos).
O maior mercado da Suzuki é a Índia, onde detém 40% de participação. No entanto, a empresa observa com cautela a entrada de outras marcas japonesas no país.
Além disso, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, solicitou recentemente que os motoristas economizem combustível e trabalhem de casa, o que pode desacelerar o crescimento das vendas de veículos novos na região.
A Suzuki planeja aumentar sua capacidade de produção na Índia em quase 50%, visando atingir 4 milhões de carros até 2030.
Enquanto isso, a Toyota mantém sua liderança global, tendo registrado um recorde histórico de 11.282.215 veículos vendidos no último ano fiscal, somando as marcas Toyota, Daihatsu, Lexus e Century.
Fonte: Car Expert



