A nova alta dos preços do petróleo, provocada pelas incertezas envolvendo o Estreito de Ormuz, poderá desencadear uma ampla onda de reajustes no Japão a partir do verão.
O petróleo mais caro eleva os custos de matérias-primas, embalagens, transporte e outros setores que utilizam derivados.
Após o início das hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã, empresas japonesas passaram a demonstrar maior disposição para repassar o aumento dos custos aos preços dos produtos.
A situação desperta preocupação com o aumento das despesas das famílias e possíveis impactos sobre a economia.
O ministro da Economia, Comércio e Indústria, Ryosei Akazawa, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada após a reunião do Gabinete de terça-feira (14) que o Japão dispõe das quantidades necessárias de petróleo e derivados. Segundo ele, o país poderá manter um fornecimento estável até o final do ano fiscal de 2027.
Alimentos e embalagens terão reajustes
As preocupações com a oferta de petróleo e nafta estão diminuindo gradualmente devido à ampliação das importações do Oriente Médio e dos Estados Unidos por rotas que não passam pelo Estreito de Ormuz.
No entanto, o preço continua elevado. Na terça-feira, o barril do petróleo WTI para entrega em agosto chegou temporariamente à faixa de US$ 81 no mercado futuro de Nova York, o maior nível em cerca de um mês.
No Japão, a Calbee anunciou aumentos graduais em 75 produtos, incluindo batatas fritas, enquanto a Ezaki Glico elevará os preços de 169 itens, entre doces e alimentos processados, a partir de outubro.
Segundo a Teikoku Databank, os reajustes confirmados entre janeiro e novembro atingem 14.902 alimentos e bebidas. Fabricantes de embalagens também elevaram em mais de 20% a 30% os preços de bandejas e recipientes, custos que poderão chegar aos produtos prontos vendidos em supermercados.
Yuki Togano, do Japan Research Institute, alertou que a persistência das incertezas poderá prolongar os aumentos e pressionar a economia mundial.
Fonte: YM



