A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou na segunda-feira (25) que o governo japonês irá compilar um orçamento suplementar para o ano fiscal de 2026, totalizando mais de 3 trilhões de ienes.
Alívio financeiro para as famílias e financiamento do orçamento
A medida visa preparar o país para o aumento dos preços de energia, em meio às tensões prolongadas no Oriente Médio.
O projeto de orçamento será submetido à Dieta possivelmente na próxima semana. A primeira-ministra Sanae Takaichi informou que o governo utilizará 500 bilhões de ienes de fundos de reserva para auxiliar as famílias no pagamento das contas de serviços públicos entre julho e setembro, período em que a demanda por ar-condicionado aumenta significativamente.
A medida de apoio, que deve ser aprovada pelo Gabinete nesta terça-feira (26), tem como objetivo reduzir os custos de energia em cerca de 5 mil ienes por família durante o trimestre.
Takaichi explicou que o orçamento extra para o ano fiscal atual, iniciado em abril, será financiado por títulos adicionais de cobertura de déficit, embora tenha minimizado preocupações sobre possíveis impactos no mercado de títulos.
Medidas estratégicas e segurança energética
Apesar das preocupações do mercado com a saúde fiscal do Japão e a inflação acelerada, que elevaram os custos de empréstimos, a primeira-ministra afirmou que o tamanho total da emissão de títulos não mudará.
Isso ocorre porque o governo não precisará mais emitir cerca de 3 trilhões de ienes em títulos planejados inicialmente para o ano fiscal de 2025, devido ao aumento da receita tributária e outras fontes.
O governo estabelecerá fundos de reserva específicos para responder ao impacto da situação no Oriente Médio, como a disparada dos preços do petróleo bruto.
“Vamos intensificar nossos esforços para garantir que a vida, o sustento e as atividades econômicas das pessoas não sejam interrompidos“, declarou Takaichi, acrescentando que o orçamento foi desenvolvido para minimizar riscos.
O anúncio ocorre após pressões de partidos governistas e de oposição por um orçamento que abordasse a alta do petróleo após os ataques dos EUA e Israel ao Irã no final de fevereiro e o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz. O Japão, pobre em recursos, depende fortemente de importações de petróleo via estreito.
Abastecimento garantido e políticas de consumo de energia
Sobre o fornecimento, Takaichi destacou que, graças à diversificação de fornecedores, a aquisição de petróleo atingirá cerca de 80% do nível visto um ano antes, garantindo suprimentos até a primavera de 2027.
A primeira-ministra manteve uma postura negativa sobre solicitar que a população limite o uso de energia, afirmando que o país não chegou a um estágio que exija frear atividades econômicas.
Questionada sobre a revisão dos subsídios para atacadistas, que visam manter o preço médio da gasolina em cerca de 170 ienes por litro, ela não descartou a possibilidade, embora parlamentares tenham sugerido reduzir o programa para aliviar a pressão fiscal.
Fonte: MN



