Com a aproximação do tufão Jangmi, o japonês Akira Shigeoka (34), morador de Nakagachi, distrito de Oshima (Kagoshima), nas Ilhas Amami, capturou uma víbora habu de quase 2 metros de comprimento em uma estrada na encosta da montanha em 1º deste mês.
É a maior que já peguei. Fiquei surpreso quando a medi”, relatou para o repórter, cuja matéria foi publicada no domingo (7).
A víbora Protobothrops flavoviridis, conhecida popularmente como habu de Okinawa, é uma espécie venenosa. Essa espécie é endêmica das Ilhas Ryukyu (Okinawa e Amami).
Segundo seu relato, foi por volta das 18h, quando o tufão número 6 (Jangmi) causava ventos fortes e chuva, e muitos galhos de árvores estavam espalhados pela estrada. Na volta do trabalho para casa, ele avistou algo na estrada e inicialmente passou direto, mas depois percebeu: “Isso não é um galho de árvore”, e deu ré no veículo para conferir. Era uma habu.
Captura difícil
A serpente se movia lentamente, mas não parecia fraca. Ele costuma manter um bastão para captura de habu e uma caixa especial no seu veículo. Tentou capturá-la, mas era maior do que esperava, depois teve dificuldades para acomodá-la na caixa.
Ele a manteve em seu carro e a filmou em seu local de trabalho na tarde seguinte. Mais tarde, o capturador a encontrou morta e a mediu com uma fita métrica, constatando que tinha 1,94 metro. “Pela aparência, achei que tivesse cerca de 150 a 160 centímetros. Se eu soubesse desde o início que tinha mais de 190 centímetros, teria ficado com muito medo de capturá-la”, disse Shigeoka.
O que vai fazer com a pele da habu
“Esta foi a primeira vez que vejo uma habu naquele local. Acho que ela pode ter sido trazida das montanhas pela força do tufão“, especulou o capturador.
A pele dessa víbora é conhecida há muito tempo como um amuleto da sorte para atrair riqueza e afastar o mal. Por isso, ele planeja processá-la para fazer amuletos e distribuí-los às pessoas que o ajudam sempre.
Fonte: Nankai NN Shimbun 


