Uma crescente escassez de nafta, associada às tensões no Oriente Médio, começou a afetar o comércio varejista no Japão. Como consequência, algumas lojas estão substituindo embalagens plásticas por jornais e pedindo que os clientes levem seus próprios recipientes e sacolas reutilizáveis.
No tradicional estabelecimento Masuei Kamaboko, especializado em ingredientes para oden, cartazes informam os consumidores sobre a necessidade de trazer embalagens e sacolas. Segundo representantes da loja, fornecedores alertaram que a produção de sacolas plásticas está sendo impactada pela falta de nafta, provocando escassez e aumento dos preços.
“Todas as sacolas ficaram mais caras, e fomos informados de que alguns modelos já estão esgotados e não podem mais ser adquiridos”, afirmou um representante da empresa.
Comércio busca alternativas para reduzir custos
O impacto também chegou às lojas de hortifrúti. Na Fukumi Seika, alfaces passaram a ser acondicionadas em embalagens feitas com jornal dobrado, enquanto os aspargos são embrulhados no mesmo material antes da venda.
Segundo o gerente Hidenobu Imafuku, a mudança começou após um fornecedor alertar sobre uma forte alta nos custos de embalagens depois do período de Golden Week. Tomates que antes eram vendidos em bandejas plásticas envoltas por filme plástico agora são comercializados sem bandejas e embrulhados diretamente em jornal.
Imafuku destacou que a prática traz benefícios inesperados. Segundo ele, além de ser mais sustentável, o jornal ajuda a conservar os vegetais por mais tempo na geladeira, podendo prolongar sua durabilidade para cerca de uma semana, em comparação com apenas três dias sem a proteção.
Supermercados também adaptam produtos
No supermercado Hearts Usui, na cidade de Fukui (província homônima), começaram a aparecer nas prateleiras bandejas de sashimi classificadas como “produtos econômicos”.
Ao eliminar itens decorativos como folhas de shiso e algas marinhas, o supermercado conseguiu reduzir os preços entre 50 e 100 ienes por embalagem, oferecendo uma alternativa mais acessível aos consumidores diante da alta dos custos de materiais e embalagens.
Fonte: NOJ, FNN



