As autoridades das Filipinas confirmaram que o número de mortos após o forte terremoto que atingiu o sul do país na segunda-feira (8) subiu para 37. Além das vítimas fatais, pelo menos 400 pessoas ficaram feridas e quatro permanecem desaparecidas.
O epicentro do tremor, que atingiu magnitude 8,2, foi registrado próximo à região de Mindanao. Relatos indicam danos extensos, incluindo o colapso de diversas estruturas.
De acordo com informações da mídia local citando autoridades, a cidade de General Santos, no sul de Mindanao, foi uma das mais afetadas. O aeroporto internacional e vários edifícios, incluindo uma universidade, sofreram danos estruturais. Além disso, a infraestrutura de energia e telecomunicações foi severamente comprometida.
A Cruz Vermelha das Filipinas enviou uma equipe de apoio a General Santos para prestar primeiros socorros e disponibilizar caminhões-pipa. Imagens divulgadas pela organização mostram um restaurante de fast-food que desabou e motocicletas soterradas sob escombros, além de um prédio universitário parcialmente destruído.
Impacto em escolas e resposta do governo
Uma escola de ensino fundamental em Mindanao também foi atingida. O tremor começou justamente durante uma cerimônia que marcava o início do novo período letivo no pátio da instituição. Em entrevista à NHK, um professor relatou que foi a primeira vez que vivenciou tremores tão intensos, descrevendo o pânico e o choro de algumas crianças, embora não tenha havido feridos entre alunos e pais no local.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., ordenou que agências governamentais avaliem a extensão dos danos e preparem centros de evacuação. As forças armadas mobilizaram tropas para as áreas mais atingidas, focando nas operações de resgate e na remoção de escombros.
Segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia, cerca de 1.000 terremotos foram registrados na área até a manhã de terça-feira (9). As autoridades emitiram um alerta sobre a possibilidade de réplicas continuarem ocorrendo na região.
Fonte: NHK